Corrupção Da Linguagem e a Propaganda Comunista -

    Plínio Corrêa de Oliveira

    PHVox Editora
    2022
    216 páginas
    7h 12m
    ISBN-13: 9786599548413
    Português Brasileiro

    A transformação das mentalidades por meio da utilização de certas palavras ou expressões é uma das armas poderosas da guerra psicológica revolucionária, guerra que vem se desenvolvendo num campo de batalha muito particular: a alma humana. O presente ensaio, publicado pela primeira vez nos anos sessenta, denuncia com profundidade uma forma arguta de manipular a opinião pública: a utilização de palavras-talismã. A corrupção e decadência moral do homem moderno enfraqueceu de tal modo o uso da razão nas nossas sociedades que é comum observar esta manipulação mesmo em meios universitários. Vivemos a ditadura do relativismo, denunciada por um Sumo Pontífice. Para combater esta ditadura é preciso rigor na observação dos acontecimentos, precisão na linguagem e o amor pelas verdades eternas. Nos tempos de penúria intelectual em que vivemos, este ensaio serve como luminosa e poderosa arma para denunciar os erros que se difundem argutamente pelo manuseio da linguagem. Explicitando o insidioso artifício, denuncia o autor a intrínseca perversidade da dialética hegeliana em tudo distinta da dialética tradicional, a qual sempre buscou sem tréguas alcançar a Verdade. Ibsen Noronha Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra Além do conteúdo original, esta edição da Editora PHVox também conta com o relato do impacto desta obra atrás da cortina de ferro soviética na Polônia, duas palestras de Dr. Plínio inéditas em livros (uma nos EUA e outra no Brasil) e um capítulo especial, escrito por ninguém mais ninguém menos que o Sr. José Carlos Sepúlveda, que foi discípulo direto de Dr. Plínio Corrêa de Oliveira.

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    Marcelo Gabriel Delfino24/10/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Livro esquecido devido a hegemonia cultural que enfrentamos, mas realmente muito bom. O autor ficou marcado como reacionário, afinal, nossa sociedade escolheu outro caminho. Mas é de se notar o quanto foi meticuloso em cada ponto da explicação. Por isso, vale muito mais a leitura do que meu comentário, que será bem resumido e esquemático. Ele usa o caso da palavra diálogo para explicar como a manipulação da linguagem transforma as mentalidades, mas a estrutura da explicação serve para qualquer palavra fetichista do momento, como democracia, por exemplo. Debates devem observar o seguinte critério: acontecer apenas entre quem está buscando a verdade e o entendimento. Não se deve chamar para o diálogo pessoas que visam apenas o poder e não temem usar qualquer meio para alcançá-lo. Mas, sob a máscara da democracia, sob a fala de democratizar o aprendizado, muitas vezes o esquerdista consegue (conseguiu historicamente) participar dos debates intelectuais e sociais importantes. Ocorre que logo depois que ele consegue isso, o participante de outro ponto de vista, se vê obrigado a não apenas debater com ele, mas respeitar, correndo o risco de ser rotulado como autoritário, suas posições e ideias. A armadilha é essa, porque depois disso, ele jamais poderá afirmar seu ponto de vista com firmeza novamente, recebendo sempre, em resposta a suas tentativas nesse sentido, a afirmação de que é um autoritário e quer impor sua opinião, destruindo os princípios democráticos essenciais à descoberta da verdade e ao progresso da inteligência. Num outro momento, depois que caiu no jogo psicológico de ter que agradar os expectadores, ele passa a atacar aqueles que lhe parecem muito firmes em suas posições, negando o direito de qualquer um se posicionar. Ora, não falta muito para o conservador (se tratava dele o tempo todo, claro) terminar expulso dos debates importantes, pois suas ideias serão consideradas a priori perigosas e antidemocráticas. O único princípio aceito é que a verdade não existe, que só existem interpretações e que negar esse relativismo destrói o avanço do saber. Depois desse longo processo, que realmente aconteceu em nosso país, a esquerda passa a deter o monopólio dos debates intelectuais e sociais importantes. Quem tiver isso em mente, procure nos arquivos de jornais e nos registros de teses de doutorado das principais faculdades do país a partir dos anos 60 e veja como esse processo aconteceu. O mais notável nesse livro é que ele foi escrito ainda antes de Gramsci e os frankfurtianos dominarem a intelectualidade brasileira. Esses autores deslocaram o campo da luta para a cultura, revitalizando completamente a esquerda brasileira, que até princípios dos anos 70, ainda usava o carregado jargão da luta de classes, ou seja, era francamente Leninista. O autor acaba antecipando um tipo de procedimento que só tomaria corpo uns dez anos depois (e que não deixaria mais de ser usado a partir daí). O próprio sumiço desse livro era um forte indicador do que ele previa.

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