Para onde vão os guarda-chuvas -

    Afonso Cruz

    Dublinense
    2023
    544 páginas
    18h 8m
    ISBN-13: 9786555530933
    Português

    OBRA VENCEDORA DO PRÊMIO SPA – SOCIEDADE PORTUGUESA DE AUTORES (Melhor Livro de Ficção de 2013). Em um Oriente ficcional, circulam vários personagens fascinantes: o pragmático dono de uma fábrica de tapetes, sua esposa herege, uma mulher que sonha em se casar, um hindu que deseja ser o seu marido, um poeta mudo, uma criança perdida e outra encontrada. Cada um deles carrega características notáveis ― uma marca dos romances de Afonso Cruz ― e suas trajetórias nos falam de perda, solidão, amor e religiosidade. Uma narrativa tocante e inventiva, que ultrapassa as diferenças entre Oriente e Ocidente para falar sobre como, onde quer que estejamos, nunca estamos absolutamente sós. Afinal, tudo está entrelaçado como na tapeçaria, onde “o primeiro ponto não está separado do último e, se alguém mexer num deles, mexe inevitavelmente nos outros”. “Para onde vão os guarda-chuvas é o ponto mais alto da capacidade narrativa e de efabulação de Afonso Cruz. (…) O que poderia não passar de um exercício de demonstração de sabedoria é um livro cheio de humanidade, muitas vezes brutal, e de um apurado sentido estético. Magnético.” – Isabel Lucas, Público “Afonso Cruz pertence a uma rara casta de ficcionistas: os que acreditam genuinamente no poder da efabulação literária. Se isso já era notório nos seus quatro romances anteriores, mais evidente se torna ao concluirmos a leitura deste volumoso Para onde vão os guarda-chuvas. O escritor está agora no auge das suas capacidades narrativas e serve-se delas para criar um Oriente inventado, onde as histórias brotam debaixo das pedras e se entrelaçam com extraordinária coesão.” – José Mário Silva, Expresso

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    Leila Cardoso20/05/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Após ter lido Deus na escuridão de Valter Hugo Mãe, decidi buscar algo igualmente profundo, mas com um toque mais leve e descontraído para manter minha "sanidade mental" pelo menos nas leituras. Foi assim que escolhi Para onde vão os guarda-chuvas de Afonso Cruz, e posso afirmar que a escolha foi certeira. A leitura foi uma experiência quase lúdica, proporcionando aquele quentinho no coração que tanto amo apesar das dores e tristezas dos personagens. A narrativa de Para onde vão os guarda-chuvas se passa em um Oriente ficcional, repleto de personagens fascinantes e inesquecíveis: o pragmático dono de uma fábrica de tapetes, sua esposa herege, uma mulher que sonha em se casar, um hindu que deseja ser o seu marido, um poeta mudo, uma criança perdida e outra encontrada. Cada um deles carrega características notáveis, uma marca registrada dos romances de Cruz, e suas trajetórias abordam temas universais como perda, solidão, amor e religiosidade. Afonso Cruz tem uma habilidade extraordinária para entrelaçar histórias e personagens de maneira que tudo se encaixa perfeitamente, como numa tapeçaria intricada. A metáfora da tapeçaria é especialmente apta aqui, pois, como ele mesmo sugere, “o primeiro ponto não está separado do último e, se alguém mexer num deles, mexe inevitavelmente nos outros”. Essa coesão narrativa é uma das grandes forças do livro, fazendo com que o leitor se sinta parte de um todo maior. A leitura de Para onde vão os guarda-chuvas foi uma viagem tocante. A capacidade de Afonso Cruz de nos fazer refletir sobre a interconexão das nossas vidas, mesmo através de um cenário e personagens tão distintos, é impressionante. Fui realmente feliz em escolher este livro, que, além de ser um alívio para a mente, é também um tesouro literário que aquece a alma. Ameiii!

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