Factótum -

    Charles Bukowski

    HarperCollins Brasil
    2023
    272 páginas
    9h 4m
    ISBN-13: 9786560050303
    Português Brasileiro

    Agora em edição comentada e nova tradução de Emanuela Siqueira, com posfácios do acadêmico Marcus Vinicius Santana Lima e da escritora Clara Averbuck. Durante a Segunda Guerra Mundial, o escritor amador Henry Chinaski é dispensado do serviço militar. Quando a única coisa que podia fazer era lutar no front, passa transitar entre múltiplos empregos informais em busca de uma subsistência que lhe garanta apenas quartos sujos onde morar, relações com garotas de programa e a embriaguez diária da qual não abre mão. Mas, apesar da existência às margens, o que o move é o sonho de ser um autor publicado. De um dos escritores mais reverenciados da literatura americana contemporânea, Charles Bukowski, Factótum narra mais um episódio da vida turbulenta de seu alter ego Henry Chinaski, um uma evocação magistral e vívida da urbanidade, do alcoolismo e da precarização do trabalho.

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    Bookster Pedro Pacifico25/08/2023Resenhou um livro
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    Factótum, de Charles Bukowski

    Bukowski é conhecido por suas prosa polêmica e não é a toa que recebe o apelido de “velho safado”. Em seus romances, o leitor se deparar com personagens homens, machistas e mulherengos. Henry Chinaski é a sua principal criação e está presente em cinco de suas obras, incluindo Factótum. Nunca tinha lido nada do escritor norte-americano até agora. Chinaski é um típico anti-herói. O personagem é um escritor que vive bebendo, em busca de mulheres e trocando de empregos - porque não para em nenhum. Em Factótum, o protagonista acaba de ser dispensado para combater na Segunda Guerra Mundial e, sem rumo, inicia uma perambulação sem muito propósito ou afeto a sua volta. Chinaski não consegue atingir o sucesso no seu ofício com autor e, por isso, recorre as mais diversas funções para conseguir sobreviver (o que ele faz bem mal, diga-se de passagem). A displicência do personagem com suas mínimas responsabilidades e compromissos chegou até a me incomodar. É o extremo de quem não quer nada com a vida, a não ser beber e se relacionar com mulheres, sem se preocupar com o dia de amanhã. A leitura é bem fácil e rápida, mas em alguns momentos senti que o enredo ficava um pouco repetitivo. Era Chinaski mudando de um trabalho para outro, de um quarto sujo para outro. É provável que essa tenha sido uma reação proposital que o autor queria causar no leitor! A nova edição da @harpercollinsbrasil se destaca pela tradução, feita por Emanuela Siqueira, uma tradutora feminista (sim, isso mesmo), que contextualiza e traz um olhar crítico sobre as problemáticas existentes na obra de Bukowski, sem, no entanto, modificar o conteúdo. É a possibilidade de lermos autores e textos mais polêmicos, que refletem um pensamento de uma época, sem deixar de lado uma leitura atenta e consciente. Nota 8,5/10 Para mais resenhas, siga o @book.ster no instagram!

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