Envy -

    Yury Olesha,Ken Kalfus (Introduction),Natan Altman (Illustrator)

    NYRB Classics
    2004
    152 páginas
    5h 4m
    ISBN-13: 9781590170861

    One of the delights of Russian literature, a tour de force that has been compared to the best of Nabokov and Bulgakov, Yuri Olesha's novella brings together cutting social satire, slapstick humor, and a wild visionary streak. Andrei is a model Soviet citizen, a swaggeringly self-satisfied mogul of the food industry who intends to revolutionize modern life with mass-produced sausage. Nikolai is a loser. Finding him drunk in the gutter, Andrei gives him a bed for the night and a job as a gofer. Nikolai takes what he can, but that doesn't mean he's grateful. Griping, sulking, grovelingly abject, he despises everything Andrei believes in, even if he envies him his every breath. Producer and sponger, insider and outcast, master and man fight back and forth in the pages of Olesha's anarchic comedy. It is a contest of wills in which nothing is sure except the incorrigible human heart. Marian Schwartz's new English translation of Envy brilliantly captures the energy of Olesha's masterpiece.

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    Vitor Hugo Zapani Langaro25/11/2025Resenhou um livro

    NIKOLAI KAVALIÉROV, O INVEJOSO

    "É você que ama o passado E que não vê Que o novo sempre vem". Pois é. Como cantou o inesquecível Belchior, "o novo sempre vem". E para alguns isso é difícil de aceitar. Imagine para aqueles que viveram os turbulentos anos que se seguiram à Revolução de 1917 na Rússia, aos anos de dificuldades da Guerra Civil, à constituição da URSS. Aqueles que ficaram diante de um mundo a ser construído de outra maneira, com outro olhar, com outra forma de viver - e sobreviver. Esta novela de IURI OLIÉCHA (1899-1960) retrata o embate entre o novo e o velho. De um lado, imbuídos do novo, do espírito da construção socialista, ANDRIÉI BÁBITCHEV, diretor do departamento da indústria alimentícia, e seu protegido, o jovem e idealista atleta VOLÓDIA MAKÁROV. Do outro lado, como escombros de um mundo que deixou de existir, o protagonista e narrador KAVALIÉROV, intelectual decadente, bem como o irmão mais velho de ANDRIÉI, o sonhador e falastrão IVAN BÁBITCHEV. Em meio a tudo, "objeto de disputa", a jovem VÁLIA, filha de IVAN. Bem que a obra poderia ser apenas mais um apanágio dos novos tempos, do homem soviético. Um louvor ao moderno, ao científico. Uma saudação ao brilhante horizonte de uma nova humanidade. Mas aí é que está. Não é bem assim. O texto é ambíguo, cheio de matizes, repleto de possibilidades. E isso, é claro, não agradou às autoridades e à crítica literária daquele tempo. Mas é por isso mesmo que a obra é marcada por um valor que a diferencia. Quase 100 anos após sua publicação ainda é atraente. E para nossa sorte, no Brasil, o texto conserva o brilho graças à tradução do mestre BORIS SCHNAIDERMAN, responsável também pelo posfácio desta edição, que é, em verdade, composto de dois textos críticos sobre a carreira de OLIÉCHA, e, em especial, sobre sua grande obra, INVEJA.

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