O poder Ultrajovem -

    Carlos Drummond de Andrade

    Claro Enigma
    2018
    240 páginas
    8h 0m
    ISBN-13: 9788581661360
    Português Brasileiro

    O futebol, o Carnaval, a convivência entre as gerações e a mistura da gíria e linguagem mais clássica perpassam os textos em prosa e verso deste O Poder Ultrajovem. Publicado em 1972, quando Carlos Drummond de Andrade já contava com setenta anos de idade, o volume reúne o olhar de um escritor maduro sobre um mundo em franca transformação. Dos costumes à conversa cotidiana, da vida urbana à memória rural daquele Brasil da infância do autor- passando, claro, ainda que de forma enviesada (mas com astúcia), pela vida política de um país sufocado pela ditadura-, os textos reunidos neste livro são, mais de quarenta anos depois de sua publicação original, um delicioso passeio pela sensibilidade do povo brasileiro.

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    Anny Santana Dantas23/09/2015Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    É quase senso comum dizer que Carlos Drummond de Andrade é um dos poetas brasileiros mais conhecidos e lidos por aqui. Ainda que através de versos soltos postados no Facebook, e mesmo que as pessoas não saibam que ele é o autor, Drummond está lá. Em O poder ultrajovem temos uma miscelânea de estilos literários, comprovando a faceta muitas vezes desconhecida do Drummond cronista e contista. Aqui a poesia tem seu lugar, porém entremeada aos demais estilos praticados pelo autor. Também são abordados assuntos dos mais variados, da infância criativa que dá título à obra ao time de futebol masculino campeão mundial de 1970. Lançado em 1972, quando o autor já possuía setenta anos, nos deparamos também com a então crescente ditadura militar (ou revolução democrática, como alguns preferem). Isso fica nítido em trechos de crítica velada, talvez a única forma de comentar o regime então vigente sem que a obra ficasse proibida em algum porão escuro. Os textos selecionados, muitos deles publicados em jornais da época, transitam também através de problemas típicos de escritor, como o bloqueio criativo, narrado em “Hoje não escrevo”, e a sessão de autógrafos, retratada em “Literatura”. A edição lançada pela Companhia das Letras traz ainda posfácio do crítico Alcir Pécora, que ajuda a elucidar o momento político e pessoal no qual se encontrava Drummond quando do lançamento original. Ler Carlos é sempre um ato recomendável, pela variada gama de emoções que ele nos proporciona na extensão de sua obra, atemporal como permanece

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