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    Arquipélago Gulag [ebook] - Um experimento de investigação artística (1918-1956)

    Aleksandr Soljenítsyn

    Carambaia
    2020
    810 páginas
    1d 3h 0m
    ISBN-10: B08GCSKTKC
    Português Brasileiro
    4.4
    578 avaliações
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    Clássico da literatura russa, obra do autor prêmio Nobel Aleksandr Soljenítsyn ganha nova tradução no Brasil, depois de décadas fora de catálogo. Marco da literatura de testemunho, Arquipélago Gulag denunciou os terrores do stalinismo nos campos de trabalhos forçados da antiga União Soviética mesclando relatos e reconstrução histórica à experiência do próprio autor, que passou oito anos como detento. Arquipélago Gulag – Um experimento de investigação artística (1918-1956), obra-prima do russo Aleksandr Soljenítsyn (1918-2008), prêmio Nobel de Literatura, foi escrita clandestinamente entre 1958 e 1967. Para contar a história, construída a partir do testemunho de 227 sobreviventes dos campos do Gulag, na União Soviética, Soljenítsyn precisou montar uma verdadeira operação secreta. Passou duas temporadas em um sítio na Estônia, longe da vigilância soviética, onde escreveu a maior parte do texto. Com o manuscrito pronto, aquartelou-se em uma casa de campo próxima a Moscou, onde revisou, datilografou e microfilmou cada página em 1968. Uma cópia foi entregue a uma amiga francesa, que naquele mesmo ano contrabandeou o livro para fora da cortina de ferro. A primeira edição de Arquipélago Gulag foi lançada em Paris no final de 1973, mesmo ano em que o manuscrito foi descoberto pela KGB. Poucas semanas depois do lançamento, o autor foi preso, acusado de "alta traição", teve a cidadania soviética retirada e foi obrigado a deixar a URSS. Isso não impediu para o livro fosse traduzido para dezenas de línguas, recebesse críticas positivas e vendesse milhões de cópias. Esta edição da obra foi traduzida diretamente do russo a partir da última versão do livro — condensada, apesar de ter perto de 700 páginas. Esse trabalho foi realizado por Natália Soljenítsyn, a pedido do próprio autor, com o intuito de atrair novos leitores, já no final da vida. Os três volumes originais foram reduzidos a um só, preservando a estrutura de capítulos da obra original. A capa foi desenhada por Mateus Valadares.

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    Rosangela Max picture
    Rosangela Max04/05/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Intenso e detalhista.

    Este livro retrata como era viver em uma época onde a repressão atingiu o nível máximo e os soviéticos denunciavam seus compatriotas (vizinhos, colegas, amigos, familiares) na esperança de conseguir um indulto e não serem enviados para a prisão ou fuzilados pelo exército soviético, também conhecido na época como “Terror Vermelho”. Qualquer coisa que pudesse ser considerada uma ameaça a derrubada ou enfraquecimento do poder soviético era eliminada pelo exército. Os campos de concentração ficavam instalados em pequenas ilhas espalhadas pelo país, estas ilhas ficaram conhecidas como Arquipélago Gulag. O trabalho do autor em contar como tudo funcionava é primoroso e detalhista. Informa desde o momento que as pessoas eram levadas como “suspeitas” para a prisão, passando pelas fases do interrogatório, a fixação da sentença emitida por funcionários sem a mínima capacitação pra isso, até prisão em si, as condições sub humanas de torturas físicas e psicológicas, as transferências entre as prisões e o modo como eram feitas (através de trens, embarcações, caminhões e caminhadas), o trabalho forçado nos campos de concentração e a aplicação da sentença de morte para aqueles condenados a ela. Também conta como viviam os condenados ao exílio. O que mais surpreende é que todo esse levantamento de informações foi efetuada de forma escondida, sem nenhum apoio de entidades governamentais. E mesmo passando anos preso, sem condições de fazer o registro de suas memórias, o autor conseguiu escrever anos depois apenas com o auxílio das informações guardadas em sua mente. Recomendo a leitura.

    94 curtidas

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