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    A Rússia de Putin -

    Anna Politkovskaia

    Elsinore
    2022
    352 páginas
    11h 44m
    ISBN-13: 9789896236458
    Português
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    Elza Kungaeva, Natalia Gorbanevskaya, Pavel Fedulev ou Yaroslav Fadeev são alguns dos rostos de Moscovo, de São Petersburgo ou da Chechénia que protagonizam estas histórias da vida pública e privada da Rússia moderna e levantam o véu sobre o estado de coisas no longo inverno político de Vladimir Putin: a degeneração do Exército, o desaparecimento da intelligentsia, a estalinização do país, o crime organizado ou a corrupção endémica nas estruturas de poder. Anna Politkovskaya deu-lhes voz, reportando a verdade sobre Putin e o clima de medo instaurado na Nova Rússia, num espírito inquebrável de luta pela liberdade e na esperança de acordar uma sociedade que só quer ser embalada até adormecer. Obra de leitura essencial para compreender o regime de Putin, a Guerra na Ucrânia e a Rússia de hoje, A Rússia de Putin é o último livro publicado em vida por esta autora, uma das figuras mais célebres e premiadas do jornalismo internacional, ativista dos direitos humanos, cujo assassinato à porta de casa, em 2006, chocou o mundo.

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    Anna Politkovskaia profile picture

    Anna Politkovskaia

    Anna Politkovskaia foi uma jornalista e humanitária russa. Tornou-se conhecida pela cobertura da Segunda Guerra da Chechênia (1999-2005), em que denunciou o governo de Vladmir Putin por corrupção e violações de direitos humanos, especialmente as más ações das autoridades russas no conflito. Filha de diplomatas de origem ucraniana que estavam em missão na ONU, ela nasceu na cidade de Nova Iorque, mas posteriormente foi para a Rússia, onde realizou seus estudos. Em 1980, formou-se em Jornalismo pela Universidade Estatal de Moscou e iniciou sua carreira no jornal diário de alcance nacional Izvestiya. Em 1999, tornou-se jornalista do "Novaya Gazeta", bissemanário independente russo, e logo depois começou a relatar a guerra na Chechênia, ficando mundialmente famosa. Politkovskaia cobriu a falta de sentimentalismo, os excessos de ambos os lados beligerantes e costumava ser a única porta-voz das vítimas das guerras chechenas. Ela revelou a história sobre o mistério em torno de uma vala comum descoberta perto de uma base militar russa; os corpos eram possivelmente vítimas civis, e posteriormente minas terrestres foram plantadas para impedir de recuperá-los. A partir dos anos 2000, Anna recebeu inúmeros prêmios internacionais pelo seu trabalho jornalístico e humanitário. Entretanto, devido ao seu jornalismo investigativo, foi atacada por pessoas que a viam como inimiga: em fevereiro de 2001, foi detida no sul da Chechênia pelo exército russo sob acusação de espionar em favor do líder beligerante checheno Shamil Basayev. Durante três dias, foi mantida em cárcere sem comida e sem água. Oito meses depois, refugiou-se em Viena, depois de receber várias ameaças de um policial russo que ela havia denunciado por abusos cometidos. Em outubro de 2002, mediou a crise do teatro Dubrovka. Em setembro de 2004, tentou mediar o caso da escola de Beslan, mas foi envenenada enquanto voava de Moscou para Rostov-on-Don, necessitando ser hospitalizada; nesse mesmo ano publicou - no exterior, mas não na Rússia - seu terceiro livro "Putin's Russia: Life in a Failing Democracy". Ela acreditava que era necessário envolver-se no conflito, fazer algo para solucioná-lo e que, por esse motivo, o jornalista sempre tem uma história para contar, como demonstra em sua célebre fala: "Você ainda acha que o mundo é grande? Que se há conflito em algum lugar, isso não terá impacto em outro, e que você pode ficar de fora, sentado em sua varanda admirando suas petúnias ridículas?" Em 7 de outubro de 2006, mesmo dia em que Putin completava 54 anos, Anna Politkovskaya, com 48 anos e mãe de dois filhos, foi assassinada no elevador de seu prédio, no centro de Moscou. Em junho de 2014, cinco homens foram condenados à prisão pelo assassinato, mas ainda não está claro quem ordenou ou pagou pelo assassinato contratado.

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