Fédon ou Sobre a Imortalidade da Alma - Novíssima versão diretamente do original

    Platão

    Miguel de Cervantes Editora
    2023
    105 páginas
    3h 30m
    ISBN-10: B0BZY223KY
    Português Brasileiro

    No “Fédon”, vamos encontrar Sócrates em seu derradeiro dia, conversando com seus discípulos sobre a imortalidade da alma. Como sabemos, Sócrates foi condenado, em 399 a.C., pelo tribunal ateniense à pena de morte, por ter sido injustamente acusado de corromper a juventude e não adorar alguns deuses da ciddade. Pela tradição grega da época, os condenados à morte deveriam beber a cicuta, um veneno que fazia paralizar todo o corpo até à asfixia, consumando, assim, com a vida. Essa execução, no entanto, só se poderia fazer depois do pôr do sol. No seu último dia de vida, esperando o sol se pôr no horizonte, Sócrates apresenta suas últimas palavras para os seus discíplos e amigos que se encontravam presentes com ele naquele fim de tarde dramático, na prisão. Esse diálogo vai nos mostrar as opiniões do filósofo a respeito da imortalidade da alma. O Fédon, como sabemos, é um dos quatro diálogos de Platão que tem por cenário à condenação de Sócrates (os outros três são: Êutifron,Críton e Apologia de Sócrates). Nesse diálogo, no entanto, Platão vai exporar a opinião do filósofo a respeito da imortalidade da alma, sendo uma apologia da própria filosofia e o relato das últimas palavras de Sócrates proferidas no seu último dia no cárcere, antes de beber a cicuta. Sócrates apresenta a sua teoria da metempsicose, ou seja, a crença na reencarnação do alma. A alma deve, em vida, combater contra os prazeres e vício do corpo, uma vez que a alma está fadada a viver no campo material e necessita-se libertar do corpo. Essa libertação dá-se na busca pelo conhecimento, no reconhecimento do método dialético oferecido pelo bem e pela justiça. O filósofo, portanto, vai ser aquele que cuida de sua alma, porque se desprende dos bens terrenos, vivendo cuidadosamente para a sabedoria e para a prática do bem. A crença na imortalidade da alma vai ser demonstrada na obra através de quatro argumentos, a saber, a incompatibilidade dos contrários, o argumento da reminiscência (conhecer é recordar), o argumento da simplicidade e o da sucessão dos opostos.

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    Gabriele picture
    Gabriele14/04/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Os discípulos/alunos de Sócrates estão tristes e abatidos pela morte iminente de seu mestre, prestes a beber cicuta o filósofo argumenta sobre a essência da alma e o mundo das ideias, utilizando da maiêutica ele debate sobre a imortalidade e como essa ideia se relaciona com sua concepção de justiça e virtude. É difícil admirar o homem e não se comover com o final triste que foi imposto a ele. - E foi este, Equécrates, o fim do nosso amigo — o homem que, poderíamos dizê-lo, foi, de todos com quem privamos, o mais excelente, e também o mais sensato e o mais justo.

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