Há homens que lutam um dia e são bons; Há outros que lutam um ano e são melhores; Há aqueles que lutam muitos anos e são muito bons; Porém há os que lutam toda a vida Estes são os imprescindíveis Bertolt Brecht. Os que lutam
As “maravilhas” do capitalismo no século XXI -
Luiz Falcão
Edições (1)
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as “maravilhas” do capitalismo no século XXI foi meu primeiro contato com uma leitura mais teórica sobre capitalismo, comunismo e sistemas econômicos em geral. por isso, foi um livro que me tirou bastante da minha zona de conforto. apesar de ser um livro curto, com apenas 43 páginas, eu demorei quase duas semanas para terminar, justamente porque não é o tipo de leitura que eu costumo consumir. é um livro que exige muita atenção, interpretação e reflexão sobre os problemas que existem não só no nosso país, mas no mundo inteiro. a leitura foi um pouco arrastada para mim em alguns momentos, mas ao mesmo tempo foi extremamente impactante. os dados apresentados sobre mortes causadas pelas condições de trabalho e pela desigualdade social me fizeram pensar muito sobre a forma como o capitalismo toma completamente o tempo e a qualidade de vida das pessoas. hoje em dia, a maioria das pessoas não trabalha porque ama o que faz ou porque quer crescer profissionalmente, mas porque precisa sobreviver. se não trabalhar, não consegue comer, morar ou viver minimamente bem, enquanto o capital continua concentrado nas mãos de poucas pessoas. o livro também me fez questionar muito sobre como a sociedade está cada vez mais dominada por discursos conservadores, manipulações políticas e até ideias autoritárias. enquanto milhares de trabalhadores sofrem diariamente, poucas pessoas acumulam riquezas absurdas, de forma completamente desnecessária. isso torna impossível não refletir sobre o quanto a desigualdade é estrutural e incentivada pelo próprio sistema. ah, uma das partes que mais me marcou foi a discussão sobre religião e comunismo. antes da leitura, eu realmente tinha dúvida se uma pessoa cristã poderia ser comunista, porque historicamente a igreja sempre esteve ligada a estruturas de poder e autoridade. mas os trechos bíblicos citados no livro me fizeram perceber que jesus nunca defendeu o acúmulo de riqueza ou os interesses dos ricos. pelo contrário, muitas vezes ele esteve ao lado dos pobres e marginalizados. por isso, é até contraditório perceber como alguns líderes religiosos utilizam a fé e o dinheiro como forma de manter poder sobre os fiéis, algo que vai contra muitos ensinamentos presentes na própria bíblia. no geral, foi uma leitura difícil para mim em alguns momentos, mas extremamente importante. mesmo sendo um livro curto, ele traz reflexões muito grandes sobre desigualdade, exploração e sobre como o capitalismo afeta diretamente a vida das pessoas. acima de tudo, o livro deixa uma reflexão sobre a importância de não aceitar a realidade de forma passiva.
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