Mitz - A sagui que não teve medo de Virginia Woolf

    Sigrid Nunez

    Instante
    2025
    112 páginas
    3h 44m
    ISBN-13: 9788552994282
    Português Brasileiro

    Em uma quinta-feira de julho, 1934, Leonard e Virginia Woolf dirigiram até Cambridge para visitar Victor e Barbara Rothschild e conheceram a sagui que Victor comprara em uma loja de quinquilharias. Foi amor à primeira vista: ela se apaixonou por Leonard, que acabou ganhando­-a de presente. Mitz viveu com os Woolf em Londres e Sussex, desenvolveu relacionamentos especiais com os cocker spaniels da família e os vários amigos de Virginia e Leonard, entre eles T.S. Eliot e E. M. Forster, e até de­sempenhou um papel vital ajudando-os a escapar de uma situação difícil com os nazistas pouco antes da Segunda Guerra Mundial. Acompanhando a viagem desses bichos deslocados contra a própria vontade, María Ospina Pizano, importante nome da literatura colombiana atual, desenha imagens de rara beleza que perduram muito tempo após a leitura — enquanto sua escrita é contida, as cenas que cria são ousadas e sagazes. A autora oferece flashes de vida por meio dessas criaturas que existem à vista de todos sem serem, de fato, notadas, embora sejam testemunhas das feridas humanas. Quatro narrativas de deslocamento que ilustram como os animais são um mistério que os homens nunca serão capazes de compreender absolutamente, além de propor uma original reflexão sobre a migração humana e o drama dos refugiados.

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    Luciana Amanda03/09/2025Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Livro conta como a sagui Mitz entrou na vida do casal Woolf quando seus donos foram viajar. Mitz jamais voltou para eles. O carinho, a paciência e, principalmente o cuidado de Leonard com a pequena sagui são retratados de forma muito bonita, espero que a maior parte seja verdade. Há um ponto que não pode passar em branco, Mitz veio do Brasil junto com outros animais, chegando debilitada, enquanto tantos outros morreram no trajeto. É um lembrete de como animais e povos nativos das Américas eram levados para a Europa como distração exótica. Bizarro como a chamada “sociedade civilizada” sempre foi capaz das maiores crueldades.

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