Fúria (Rage, no original em inglês), foi escrito por Stephen King em 1966 (aos 19 anos de idade), mas somente publicado em 1977, depois de Carrie (1974), sob o pseudônimo de Richard Bachman.O livro conta a história de um aluno que, armado, torna reféns professores e colegas. O livro causou certa polêmica nos Estados Unidos depois que alguns jovens seguiram o exemplo do personagen e transformaram suas escolas num verdadeiro inferno. Eles confessaram haver lido o livro Rage e se inspirado nele para cometer os seus delitos. Stephen King tirou o livro de circulação e, hoje, Rage se tornou um dos livros mais raros do autor de inúmeros bestsellers. Neste livro King narra a história de Charlie Decker, um estudante secundário de uma pequena cidade chamada Placerville, no Maine. Após ser expulso de seu colégio, armado com uma pistola que pertence ao seu pai, ele volta ao colégio mata sua professora e mantém seus colegas como reféns. Charlie e seus colegas começam a partir daí um jogo perverso onde cada um colocará perante todos suas raivas mais intensas. Raivas contra o sistema educativo, contra as desigualdades sociais, contra a sociedade, contra o inevitável em suas jovens vidas.
Fúria -
Stephen King, Richard Bachman
Já acabou, Jéssica?
Esse livro é assustadoramente pesado quando paramos pra analisar todo o contexto. Só é tão procurado assim por causa de seu banimento, e devido a minha curiosidade eu precisava saber de tudo sobre esse livro, não somente para entender o que falavam sobre ele mas também por causa da ordem cronológica dos livros do King. Fúria é um suspense psicológico que foi escrito pelo King aos seus 19 anos, ele ainda não tinha amadurecido sua escrita e por isso senti a maneira de como o King narra suas histórias destoar bastante aqui. Quem já leu algum livro lançado sob o pseudônimo de Richard Bachman entende como é o "Estilo Bachman"; brutal, essa é a palavra, e Fúria tem muito isso. É chocante como o Charles conta sua história, sua linguagem vulgar, seus pensamentos, ele é muito doido. E filho de peixe...? EXATO! Peixinho é, o pai do Charles é doentio também. Os colegas que ele mantém de refém, é insano como só o Ted tem noção das coisas, e o desespero de Irma e Grace naquela situação, muito psicológico. Torci muito pro atirador dá só uma nele, e quando aconteceu minha cabeça explodiu! Quem leu sentiu. Muito já foi falado sobre a história que gravita na órbita da polêmica desse livro, que por sinal está fora de circulação tem bastante tempo. Sinto muito pelo King ter se sentido gravemente atingido quando cogitou que foi responsável pelo "impulso" dos psicopatas terroristas que fizeram seus massacres nas escolas dos Estados Unidos. Quem porta essa doença vai se sentir motivado por qualquer coisa, mas que ser humano com a mente saudável iria querer seu nome atrelado a uma fatalidade pesada como essa para sempre? Não gostei muito dos diálogos, a obra por completo não está no nível máximo do King, mas não achei uma atrocidade como julgam ser. Tinha enorme potencial para dar certo se os personagens fossem mais aprofundados, com mais descrições. Houve sim uma boa clareza sobre sua crítica social, o King é mestre nisso, mas ainda faltou muito. Estranhamente, mesmo com o que foi entregue ainda me prendeu bastante, porém estou avaliando mais criticamente. (O King é o único que faço isso pois senão quase todos os seus livros seriam 5 estrelas). “A loucura acontece quando a gente não consegue ver mais os pontos com que costuraram o mundo.”
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Avaliações
3.2 / 1821- 5 estrelas11%
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