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    A Senhorita de Tácna -

    Mario Vargas Llosa

    Francisco Alves
    1986
    86 páginas
    2h 52m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.6
    8 avaliações
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    Favoritos1Desejados9Avaliaram8

    Mario Vargas Llosa, o romancista tantas vezes premiado, estréia em teatro com a peça A SENHORITA DE TÁCNA. Trouxe para a dramaturgia seus "demônios", isto é, sua experiência vital, sua identificação com a classe média e sua simpatia para com os oprimidos. No microcosmo em que se enfrentam, e movem os personagens, Mario Vargas Llosa retrata um segmanto urbano que, nem por isso, se abstrai dos grandes problemas do Peru: o nacionalismo, a estratificação e rigidez das classes, os grandes abismos sociais, a industrialização e o problema agrário, os tabus e a hipocrisia, os problemas do índio e do negro. Com isto, cria enfoques múltiplos e reveladores, sem mensagem demasiado explícita, mas sem dar as costas à sua responsabilidade social. Fica reservado ao leitor/espectador a decisão, após viver a obra como uma experiência a mais. Mostra-nos ainda o sistema que aliena, obrigando a determinadas condutas e condicionamentos, a mediocridade dos diversos personagens agarrados pela armadilha vital, seres insatisfeitos, anti-heróis sem grandeza, cujas virtudes e defeitos se confundem e entrelaçam. O bem e o mal resultam em dois lados da mesma impotência. Sobressaem Mamaé, a senhorita de Tácna, revolucionária a seu modo, que desiste de ver no casamento a "salvação", e o escritor Belisário, que se dispõe a escrever a peça a que assistiremos, em que fala de sonhos, angústias e fracassos existenciais de uma época e um Continente.

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    Anelise Martins29/04/2017Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    A atemporalidade em A senhorita de Tacna

    Brincando com a temporalidade e o espaço da memória, autor conta a história de um escritor que em busca de escrever um romance, se recorda de sua família e histórias contadas por sua tia avó, Mamaé, que em suas falas traz certos traços da sociedade peruana do início do século XIX. Tais traços são fundamentais por permitir ao leitor a imersão em uma sociedade excludente para negros e índios no Peru.

    1 curtida

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    Jorge Mario Vargas Llosa profile picture

    Jorge Mario Vargas Llosa

    Nascido em uma família de classe média, único filho de Ernesto Vargas Maldonado e Dora Llosa Ureta, seus pais separaram-se após cinco meses de casamento. Com isto o menino não conheceu o pai até os dez anos de idade. Sua primeira infância foi em Cochabamba, na Bolívia, mas no período do governo José Luis Bustamante y Rivero, seu avô obtém um importante cargo político no governo, em Piura, no norte do Peru, e sua mãe retorna ao Peru, para viver naquela cidade. Em 1946 muda-se para Lima e então conhece seu pai. Os pais reconciliam-se e, durante sua adolescência, a família continuará vivendo ali. Ao completar 14 anos, ingressa, por vontade paterna, no Colégio Militar Leôncio Prado, em La Perla, como aluno interno, ali permanecendo por dois anos. Essa experiência será o tema do seu primeiro

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    Jorge Mario Vargas Llosa