Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas2
    • Leitores59
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    A retomada -

    Alain Robbe-Grillet

    Record
    2002
    192 páginas
    6h 24m
    ISBN-13: 9788501063465
    Português Brasileiro
    2.4
    14 avaliações
    Leram24Lendo3Querem29Relendo0Abandonos3Resenhas2
    Favoritos1Desejados29Avaliaram14

    Na Berlim de 1949, Grillet constrói uma história de duplos, sombras, mistérios e possibilidades, pontuada pelo assassinato de um homem, numa literatura sempre provocadora e envolvente. A trama acontece tem como cenário o ano de 1949. O agente Henri Robin viaja pela capital alemã em ruínas, encarregado de uma difícil missão. Durante a missão Henri depara-se com seu duplo perfeito - cópia mal disfarçada apenas por um bigode postiço.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (2)Ver mais
    Matheus Petris picture
    Matheus Petris20/12/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Em alguns estudos sistemáticos sobre tipos de narradores, geralmente se encontra afirmações sobre a impossibilidade de se confiar nos fatos narrados e isso se dá principalmente em narradores-testemunhas, isto é, narradores que são personagens e que nos relatam a história por meio de uma voz em primeira pessoa. Ao meu ver, isso se entende a qualquer tipo de narrador. Toda ficção carrega em seu seio, em seu âmago, uma construção. Erigida ou não sobre mentiras, ela ainda é um relato subjetivo, e como tal, “sujeita às distorções das impressões” (Bernardo Carvalho). Portanto, mesmo em uma busca pela fidelidade do relato, essa construção facilmente se desmancha com a primeira onda a resvalar. No caso deste romance, o penúltimo de Alain Robbe-Grillet, essa ideia de uma verdade, de uma confiabilidade, é subvertida e elevada ao paroxismo na direção oposta: nada é confiável. Se o autor retoma um tema tão caro à literatura, como o do duplo, ele parece fazer em prol de uma confusão, de uma distorção enviesada para um caminho opaco, volúvel e muito enérgico. Tal energia é gerada pelas alternâncias, seja de vozes, como de nomes. Vozes pronunciadas por narradores diferentes. Eles se distanciam e se aproximam do protagonista, que também se confunde na sua própria identidade, estendendo tal confusão a nós, leitores. A energia não cessa. Grillet é provocador ao ponto de inserir notas de rodapé que questionam diretamente os fatos narrados, colocam dúvidas e corrigem detalhes. Quem estaria ciente da narrativa? Ninguém. É essa a seiva que circula no interior deste romance labiríntico. Labirinto este, ainda corpulento de erotismo, ainda fiel à sacanagem. A experimentação estética parte mais da forma, ao contrário do romance posterior (Um Romance Sentimental), que eleva tal erotismo a um tipo de absurdo. Esse tema, recorrente em Grillet, seja o romancista, seja o cineasta, parte de uma curiosa escavação da depravação humana, bem como, da cisão entre o anormal e normal. Afinal, para as personagens de Grillet, o normal é apenas uma questão de ponto de vista. O orgasmo é alcançado pelo corpo de outrem. É sempre no outro, seja no seu sofrimento ou prazer — se é que esses subjetivos estariam em oposição na imaginação libertina deles… Para quem gosta de respostas prontas, ou apenas respostas; talvez não seja um romance muito apetecível, pois ele não as dará. E a chave encontra-se nessa ludicidade. Não há nada de complicado, é o posto da complexificação, é a simplicidade de um parque de diversões, cuja área autor e leitor podem brincar juntos. Inseparavelmente juntos. Se tudo escurecer, a culpa não é do autor, foi você quem decidiu desligar o disjuntor…

    93 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    2.4 / 14
    • 5 estrelas7%
    • 4 estrelas21%
    • 3 estrelas14%
    • 2 estrelas29%
    • 1 estrelas29%
    Alain Robbe-Grillet profile picture

    Alain Robbe-Grillet

    Escritor e cineasta francês (roteirista de "O ano passado em marienband", dirigido por Resnais). Era, assim como Nathalie Sarraute, Michel Butor, Claude Simon e Marguerite Duras, uma das figuras mais associadas com o movimento denominado nouveau roman ("novo romance") Robbe-Grillet era membro da Académie française desde 25 de março de 2004, quando sucedeu Maurice Rheims na cadeira número 32. Deixou viúva a também romancista Catherine Robbe-Grillet

    42 Livros
    14 Seguidores
    Brest, França

    Alain Robbe-Grillet