'Tempos de Casa-Grande' coloca em cena uma faceta pouco conhecida de Gilberto Freyre - a de intelectual racista e, em particular, antissemita. Integra-se ao conjunto de estudos que têm revisitado o pensamento do grande 'Mestre de Apipucos'. Silvia Cortez Silva não se furta de reconhecer uma das marcas mais importantes da obra freyriana e que, muitas vezes, foi eclipsada pela força do mito da democracia racial. Demonstra como o racismo e o racialismo foram acobertados por interpretações do próprio Freyre que, em 'Casa-Grande & Senzala', insiste na ideia de que a mestiçagem é o principal traço da identidade brasileira. Ao analisar os textos de Freyre, a autora traz uma contribuição especial - instiga os leitores a reavaliar uma das mais importantes interpretações sobre o Brasil na década de 1930.
