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    Beethoven -

    Richard Wagner

    Zahar
    2010
    104 páginas
    3h 28m
    ISBN-13: 9788537802601
    Português Brasileiro
    3.5
    36 avaliações
    Leram60Lendo2Querem68Relendo0Abandonos2Resenhas2
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    Escrito em comemoração ao centenário de Beethoven, em 1870, essa bela e entusiasmada homenagem pretende mostrar como e por que Beethoven é um dos grandes benfeitores da humanidade. Para Wagner, Beethoven representava o ápice da expressão musical. Esse livro mostra o desenvolvimento do gênio de Beethoven e a sua atitude desafiadora diante da modernidade, inserindo-o num movimento de defesa da afirmação cultural e política alemã. . Inclui dezenas de notas esclarecedoras

    Resenhas (2)Ver mais
    Caio Lobo picture
    Caio Lobo26/05/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Richard Wagner

    Aqui conhecemos mais o autor, Richard Wagner, do que o assunto, Beethoven. Diria que ainda ficamos sabendo mais de Schopenhauer do que de Beethoven, mas tudo isso é excelente, porque Wagner, Beethoven, Schopenhauer, e ainda surge Goethe e Schiller, é a essência do espírito do romantismo alemão. A música aqui é quase espiritual, sendo a mais elevada das artes, pois a música absoluta não representa objetos, ou quando representa é sem contornos definidos, formas que desvanecem, como num sonho. Através da filosofia de Schopenhauer, que Wagner explica romanticamente bem, podemos alcançar a iluminação, a sublimação do desejo em si mesmo e consequentemente a aniquilação. Claro que isso é quase impossível, só os santos conseguem, porém a arte faz-nos identificarmos com o objeto, mas a música vai além, pois os objetos da música são as essências puras e em última instância a Vontade. E como Beethoven é importante para essa libertação? Wagner irá trazer as questões da música absoluta, a música pela música, ou a música que fala da própria música. Isso é marca importante das obras de musicais de Beethoven, principalmente das sinfonias, mesmo aquelas mais “táteis” como a 6º Sinfonia, chama de Pastoral por seus movimentos remeterem às coisas do campo. Entretanto a natureza não surge ali como na doutrina dos afetos barroca, onde se busca imitar os sons e os “afetos”, mas uma série de signos abstratos auditivos nos leva a essência das coisas naturais, quase que como a ideia platônica destes entes. Outro ponto é a diferença entre as músicas com tempo e ritmo bem marcados e as músicas de Beethoven que faz o ouvinte se perder num tempo oculto, assim como num sonho onde tempo e espaço são relativos e subjetivos. Pode-se argumentar que a 9º Sinfonia, que tem o coral da “Ode à Alegria” tem palavras objetivas, mas aí está a maestria de Beethoven, pois através de sons e harmonias transforma a voz humana em entes abstratos e estamos mais presentes nas melodias e do que nas palavras. Enfim, Wagner faz uma crítica ao predomínio da moda francesa, que causa aculturação dos alemães. No seu tempo a cultura predominante era a francesa, mas o problema não era a cultura francesa em si, mas o problema era a moda (e é ainda problema hoje, no nosso caso a americana). Aqui se tem o principio da defesa da cultura, do povo e da etnia. Através dessa obra compreendi mais os objetivos de Wagner em suas óperas, sendo então verdadeiras obras de libertação e buscando em Beethoven um trampolim para a eternidade. E a influência de Schopenhauer é tanta que Wagner vai tentar “parar” o tempo através da música e sublimar a vontade através da obra de arte total (O Anel do Nibelungo), do amor (Tristão e Isolda) e do ascetismo (Parsifal).

    9 curtidas

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    Wilhelm Richard Wagner

    Wilhelm Richard Wagner (Leipzig, Alemanha, 22 de maio de 1813 — Veneza, Italia, 13 de fevereiro de 1883) foi um maestro, compositor, diretor de teatro e ensaista alemão, primeiramente conhecido por suas óperas (ou "dramas musicais", como ele posteriormente chamou). As composições de Wagner, particularmente essas do fim do período, são notáveis por suas texturas complexas, harmonias ricas e orquestração, e o elaborado uso de Leitmotiv: temas musicais associados com caráter induvidual, lugares, ideias ou outros elementos. Por não gostar da maioria das outras óperas de compositores, Wagner escreveu simultaneamente a música e libreto, para todos os seus trabalhos.

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