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    A História de Rasselas - Príncipe da Abissínia

    Samuel Johnson

    Imago
    1994
    156 páginas
    5h 12m
    ISBN-13: 9788531203510
    Português Brasileiro
    4.1
    13 avaliações
    Leram20Lendo2Querem78Relendo1Abandonos1Resenhas4
    Favoritos4Desejados78Avaliaram13

    Conjugando o orientalismo em Voga no periodo de sua criação com reflexões morais e uma boa dose de humor, o livro pode ser definido como um tratado sobre a vaidade humana.

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    Resenhas (4)Ver mais
    Valério Santos Teixeira picture
    Valério Santos Teixeira26/10/2015Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Filosofia pura e gratificante

    Me preocupa que este livro seja tão pouco conhecido e difundido. Questionamentos essenciais são abordados de forma simples, que podem ser entendidos mesmo por quem nunca teve contato com a filosofia. O que devemos esperar/buscar em nossa existência? Como podemos alcançar a felicidade? Como ser virtuosos? Perguntas profundas, difíceis, capciosas. E tão sutilmente abordadas. A história do Príncipe Rasselas, criado em isolamento total do mundo, para que nada sofresse. E sua sede de conhecer o mundo, de ver e sofrer a vida de um homem comum. Sua luta para testemunhar o mundo, com o que tem de bom e o que tem de ruim. A contraposição antiga: O que é melhor? Ignorar tudo que há de ruim e ser feliz? Ou sofrer, conhecendo e experimentando o mundo com todas as suas facetas? A ignorância é felicidade? Quantos de nós vivemos nosso mundinho particular? Quantos nos conformamos com o que exigem de nós, ao invés de descobrirmos a nossa verdade, as nossas necessidades? Nas palavras do autor: "A ignorância é mera privação, pela qual nada se produz; é um vácuo onde a alma fica parada e entorpecida por falta de atração". Em tão poucas páginas, a história (que, se não fossem tanta boa filosofia, pareceria uma leitura boba) ensina tanto, convida tanto a refletir. Leitura para ser feita atentamente. Ou lerá o livro em uma sentada passando batido em tanta riqueza. Um dos melhores livros lidos no ano. Maravilhoso. Leitura indispensável.

    2 curtidas

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    Avaliações

    4.1 / 13
    • 5 estrelas46%
    • 4 estrelas15%
    • 3 estrelas38%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Samuel Johnson profile picture

    Samuel Johnson

    Filho de um livreiro, foi obrigado a abandonar os estudos em Oxford por falta de recursos e passou a ganhar a vida como preceptor e tradutor. Juntando algum dinheiro, fundou um escola particular, mas fracassou no empreendimento. Em 1737, com seu aluno David Garrik, foi para Londres, onde iniciou intensa atividade de crítico e jornalista. Em pouco tempo conquistou grande reputação, confirmada com a publicação de A vida de Richard Savage, em 1744 e do Dicionário da língua inglesa, em 1755. Ao mesmo tempo, colaborou com a revista The Rambler (1750/52) e depois em The Idler, (1758/60). A influência literária de Samuel Johnson tornou-se cada vez maior, especialmente depois que criou em 1764 um clube literário com os amigos Edward Gibbon, Joshua Reynolds, Oliver Goldsmith e Edmund Burke. Johnson é o autor de uma famosa frase: "O patriotismo é o último refúgio de um canalha". Em 1765 apresentou uma edição comentada das obras de Shakespeare e sua perspicácia crítica afirmou-se ainda mais quando demonstrou que as obras atribuídas ao poeta Ossian na verdade não eram de sua autoria. Esta revelação está em seu livro de viagens Jornada às ilhas da Escócia, de 1775. Johnson publicou também um romance de muito sucesso chamado A história de Rasselas, princípe da Abissínia, de 1759 e que foi escrito em poucos dias. No campo da crítica, sua obra-prima foi Vidas dos mais eminentes poetas ingleses (1779/83), obra que abrange quatro volumes e que continua sendo um dos textos fundamentais da estética do classicismo inglês. Ele está enterrado na Abadia de Westminster

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    Samuel Johnson