O livro é autobiográfico. Bella Chagall conta histórias da sua infância até o período em que conheceu seu marido o pintor Marc Chagall.
Os capítulos são independentes entre si, escritos na primeira pessoa no tempo presente. Bella sabe descrever seu cotidiano, as festas judaicas, os costumes, as pessoas muito bem. Ela se lembra dos fatos, de como se sentiu e o que pensou quando eles aconteceram.
Suas memórias são divididas em três partes: "Luzes Acesas", onde ela pontua sua vida e de sua família de acordo com as festas religiosas. "Primeiro Encontro", na qual ela descreve seu encontro com Chagall e "Meus Cadernos" sobre seu cotidiano, como são suas manhãs, os empregados, o relojoeiro, o invernos, a primavera, etc.
Todo o livro é ilustrado por Marc Chagall. Só isso já vale a pena. É um artista que com poucos traços consegue passar a intimidade, os sentimentos, as pessoas, o essencial do texto.
Percebe-se que para eles é mais que um texto, é uma conversa, onde ela conta como era a sua vida antes dele e ele desenha apaixonadamente sobre o assunto.
O Posfácio é emocionante e marca a despedida dos dois.