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    A Brisa da Manhã (Coleção Catavento #27) - A Breeze of Morning

    Charles Morgan

    Globo, (RS)
    1961
    207 páginas
    6h 54m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.2
    5 avaliações
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    Quer quanto ao estilo, quer quanto às inúmeras situações dramáticas, A BRISA DA MANHÃ oferece ao leitor igual dose de intensa emoção e tensa expectativa que outros romances anteriores de Charles Morgan. A linguagem em que o Autor nos transmite a sua mensagem sublima-se, às vêzes, em requintes de pura expressão poética, propiciando-nos páginas de argutíssima penetração psicológica, numa perfeita adequação ao tema dominante - o amor, aqui focalizado sob forma tríplice: o amor platônico dum adolescente (David), a paixão sensual meteórica dum jovem ambicioso mas realista (Howard) e o amor pacífico, consciente e regrado de uma jovem cordata (Ann) - três formas de afeição que se entrechocam e entrelaçam em tôrno duma figura que o Autor mantém à sombra dum discreto mistério: Rose Letterby. Em A BRISA DA MANHÃ há uma subcamada de sugestões n plano principal: o mistério da alma humana oculto sob a "máscara", que, para Charles Mogan, e distinta da "face". Paralelamente às relações triangulares (aliás quadrangulares, pois David é um dos co-participantes) Rose-Howard-Ann, delineia-se também o antagonismo entre o "ser" e o "parecer", entre a máscara, que disfarça os verdadeiros sentimentos, e a face, que os patnteia. Os personagens ostentam ora uma, ora outra - daí a falbilidade, a precariedade dos nossos julgamentos a respeito da criatura humana. Com exceção de Ann, que, ao irmão David, aparece em quase estado de pureza, porque ela, ao seu ver, é a única pessoa "cuja máscara e face são idênticos", todos os demais são duplos e dubios, contraditórios como todos os sêres humanos. Esses dois planos, que afinal evolvem para um só, fazem de A BRISA DA MANHÃ um romance de meticulosa contextura e flagrante interêsse.

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    Charles Langbridge Morgan profile picture

    Charles Langbridge Morgan

    Foi um dramaturgo Inglês-nascido e romancista Inglês e ascendência galesa. Os principais temas de sua obra foram, como ele mesmo disse, "Arte, Amor e Morte",e da relação entre eles. Morgan durante toda a sua vida foi um defensor firme da liberdade humana e o direito dos artistas a trabalhar totalmente livre de restrições políticas. Seu "medo do pensamento em massa e da violação contemporânea do pensamento individual" tinha sido evidente em "The Judge's Story". Ele publicou um magnífico livro de ensaios, "Liberties of the mind" (1951), que continua a ser um dos melhores julgamentos sobre o autoritarismo e o totalitarismo já compostos. Um resumo de suas obras pode ser encontrado aqui: http://www.alor.org/Heritage.htm

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    Kent, Inglaterra

    Charles Langbridge Morgan