A KRAKA e a KRAKÔNIA - assim mesmo, grafadas sempre em maiúsculo, porque identificadas nominal e topicamente - foram, antes, denunciadas com veemência por personagens que têm muito em comum, embora ela, a KRAKA, nos faça crer sejam antagônicos: Jesus de Nazaré e Karl Marx, Adam Smith e Lênin, Mao-Tsé-Tung e Bill Gates. Movimentos como a Revolução Industrial, a Revolução Francesa, o Manifesto Comunista e a Revolução Cultural Chinesa fizeram ecoar apelos de: "Fora a KRAKA". Ela não tem lugar nem no verdadeiro capitalismo, muito menos no autêntico socialismo. Mas, no Terceiro Mundo, o Poder, manipulado pela KRAKA, segue provocando a entropia do Estado. Basildes vê isso com clareza, mas, se nega a crer seja isso definitivo. E, com Vinicius, permite-se sonhar: "Ai quem me dera ver morrer a fera/Ver nascer um anjo/Ver brotar a flor". A flor que já brotou alhures, pode - por que não? - nascer também aqui sobre o estrume da KRAKA. (Milton R. Medran Moreira).

