Heidegger e os Nazistas -

    Jeff Collins

    EDUFJF
    2006
    79 páginas
    2h 38m
    ISBN-13: 9788576720348
    Português Brasileiro

    A defesa entusiástica do nazismo feita por Martin Heidegger deixou vestígios discordantes na cultura política da pós-modernidade. Como filósofo, ele propôs um pensamento extraordinário calculado para "superar" a filosofia Ocidental. Recurso importante para as contra-filosofias, anti-essencialismos e movimentos desconstrutivos da era pós-moderna, o seu trabalho tem se mostrado atraente para pensadores como Foucault, Lacan, Derrida, Deleuze e Baudrillard. Os críticos, no entanto, têm visto em sua obra algumas falhas perigosas de julgamento político e responsabilidade."Heidegger e os Nazistas" analisa os fatos e argumentos que cercam o politicismo de Heidegger e situa-os dentro de debates políticos críticos à medida que avançamos no século 21. A razão, a modernidade, o humanismo, a subjetividade e a identidade - bem como o futuro do marxismo e da social-democracia - estão entre as questões levantadas.

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    Joachin Azevedo picture
    Joachin Azevedo03/12/2012Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Heidegger propoôs a distinção entre o pensar e o filosofar e com essa diretriz, também colocou em pauta todo um questionamento de noções engessadas como certezas e verdades pelo pensamento moderno. Assim, Heidegger também propôs uma série de ideias inovadoras sobre a ontologia do ser no mundo. A linguagem, para Heidegger não é um simples instrumento de comunicação, é a própria dimensão na qual se move a vida humana, aquilo que, por excelência, faz o mundo ser. Só há mundo onde há linguagem. invés de interpretar uma obra de arte, deveríamos senti-la e nos submeter ao seu ser misterioso e enigmático. Assim, essa postura diante da própria arte converge, sem dúvidas, para o servilismo defendido por Heidegger diante da figura do Führer. O livro de Jeff Collins serve para nos dar uma ideia do quanto o encontro do pensamento de Heidegger com o nazismo foi monstruoso. E isso tem de ser admitido mesmo pelos partidários da retórica da inocência que gostam de apartar o "filósofo" do Heidegger nazista.

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