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    Um Jeito de Ser -

    Carl Rogers

    EPU
    1983
    160 páginas
    5h 20m
    ISBN-10: 8512602503
    Português Brasileiro
    4.3
    112 avaliações
    Leram247Lendo87Querem455Relendo1Abandonos7Resenhas12
    Favoritos8Desejados455Avaliaram112

    Nesse livro, Rogers contrapõe-se às relações autoritárias de poder na família, na escola e na sociedade e propõe uma mudança no enfoque aos dilemas individuais e sociais, um paradigma que inclua a compreensão da pessoa e do existir a partir da confiança.

    Resenhas (12)Ver mais
    Letícia Alves picture
    Letícia Alves05/11/2011Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Digno de 5 estrelas

    Confesso que antes de ler alguma obra genuinamente humanista, eu julgava este como uma escola de auto-ajuda. Pensava que ia ler mais um livro que fica dissertando sobre o ser humano e o seu lado positivo e todos aqueles comentários de sempre. Mas não. Rogers não só defende a nossa capacidade de nos melhorarmos através do que temos de bom, como também explica a possibilidade de realização desse processo se utilizando de exemplos da física, filosofia, espiritualidade e até um cunho evolucionista sustenta a tese. Com todo o intelecto que lhe cabe, ele usa e abusa de conhecimentos diversos para defender a sua teoria, que no final, convenhamos, torna-se não só plausível, mas óbvia. Recomendo o livro à qualquer pessoa que se interesse por "um jeito de ser" que todos nós possuímos.

    9 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.3 / 112
    • 5 estrelas45%
    • 4 estrelas36%
    • 3 estrelas13%
    • 2 estrelas5%
    • 1 estrelas1%
    Carl Ranson Rogers profile picture

    Carl Ranson Rogers

    Carl Ransom Rogers (8 de janeiro de 1902, Oak Park, Illinois, EUA - 4 de fevereiro de 1987, La Jolla, Califórnia, EUA), Psicólogo norte-americano que foi o primeiro a gravar sessões psicoterapêuticas, com as devidas permissões, tornando possível o estudo objetivo de um processo eminente subjetivo. Em consequência, foram feitas algumas constatações até então impensadas, como a de que o motivo da melhora dos clientes ocorria independente do motivo pelo qual os terapeutas acreditava em que os estavam beneficiando. Comparando-se análises feitas por observadores neutros, verificou-se que elas coincidiam mais com as dos próprios clientes que com a dos psicoterapeutas, ou seja, os primeiros é que percebiam melhor o que realmente os ajudava e o quanto estavam sendo compreendidos ou não por quem os atendia. Sua dedicação à construção de um método científico na psicologia foi reconhecido por prêmio da Associação Americana de Psicologia, da qual também foi eleito presidente, em 1958. Seus métodos científicos estão descritos em livros traduzidos no Brasil como "A Pessoa como Centro" e "Um jeito de ser". “Subvertendo” a “relação de poder” terapeuta-cliente (decorrente do pressuposto, até então, de que psicólogos e psiquiatras é que detinham o conhecimento da subjetividade de seus pacientes)seu trabalho "suberteu" também outras áreas, o que só se tornou visível para o próprio Rogers após décadas de atividades, como relatou em uma de suas últimas e melhores obras, “Sobre o Poder Pessoal” – livro em que traça, por exemplo, um paralelo entre suas descobertas e as de Paulo Freire e de sua “pedagogia do oprimido”. Fruto de suas pesquisas, sistematizou o método da “Terapia centrada no cliente” que depois evoluiu para a “Abordagem centrada na pessoa”(ACP), mas ele próprio afirma que seu objetivo nunca fora criar um sistema próprio de psicoterapia e sim estudar os critérios necessários para a evolução da psicoterapia científica como um todo. É considerado um precursor da psicologia humanista e criador da linha teórica conhecida como Abordagem Centrada na Pessoa (ACP).[1]

    21 Livros
    50 Seguidores
    Illinois, Estados Unidos

    Carl Ranson Rogers