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    Pátria Amada - The Berlin Connection (Lieb Vaterland magst ruhig sein)

    J. M. Simmel

    Nova Fronteira
    1965
    542 páginas
    18h 4m
    ISBN-13: 9788520913864
    Português Brasileiro
    3.7
    28 avaliações
    Leram60Lendo3Querem28Relendo0Abandonos2Resenhas1
    Favoritos2Desejados28Avaliaram28

    Um grupo de trinta e nove fugitivos políticos precisa decidir, em alguns minutos, se a passagem subterrânea onde seus destinos estão em jogo irá conduzi-los à liberdade ou à morte. Esta obra, mais do que um romance sobre Berlim, é a descrição da vida de um homem comum surpreendido pelo torvelinho de forças que lutam pelo controle do mundo. ==== https://en.m.wikipedia.org/wiki/Johannes_Mario_Simmel The Berlin Connection a.k.a. "Dear Fatherland" or "Double Agent - Triple Cross" ("Lieb Vaterland magst ruhig sein." Knaur, München 1965)

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    Ana Seerig picture
    Ana Seerig18/10/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Real demais para ser comercial no mundo de hoje

    Desde que descobri Simmel, estou fascinada pelo modo como ele apresenta a Alemanha que viveu: em guerra, em reconstrução, dividida. "Pátria amada" trata precisamente da Berlim recém-dividida pelo muro. A história trata de missões e polícias secretas, mas o mais absurdo é também o real (apesar de, aqui do Brasil, falarmos pouco disso): uma cidade dividida por quatro zonas, vigiada por quatro países distintos, e os cidadãos de um lado servem para atingir o outro. Uma Alemanha cheia de ideologistas desiludidos e de apolíticos indignados por serem tratados como fantoches. Uma das coisas que me surpreendem ao buscar mais informações sobre Simmel é ver que, para alguns críticos da época, sua literatura era "de segunda linha", comercial demais. Aí eu lembro de Alexandre Dumas, considerado por uns o pai do romance histórico, já que ele pesquisava o cenário político e social que serviam de pano de fundo de suas histórias. Uma amiga minha garante que Dumas é o pai de todas as novelas, já que Milady é melhor do que qualquer vilã da novela das oito. Acabo concluindo que o problema de Simmel é não ter falado de uma sociedade passada e sim de uma sociedade que observava de perto. Como jornalista, pesquisou questões específicas para criticar em sua obra cheia de ironia, mas o fato de colocar isso nas entrelinhas de romances e histórias de espiões, nas quais nenhum personagem é herói ou vilão, incomodou quem exigia literatura 100% política. Talvez pela própria experiência no Jornalismo, Simmel sabia que para ser lido tinha que escrever de forma atrativa a seu público. Com seus títulos dramáticos e suas sinopses prometendo aventuras, ele atingiu um público que não olhava de maneira crítica para o país em que vivia, forçando o reconhecimento de uma realidade que seria bonita nas ficções de Hollywood, mas que soa exagerada na literatura alemã - por quê? Queria eu que hoje, em vez de tanto apego a dramas norte-americanos sobre a Segunda Guerra (na literatura e nos cinemas), as pessoas consumissem a obra de Simmel. Ele não traz heróis e vilões fantasiados, mas traz pessoas reais, com problemas comuns e tentando sobreviver com as migalhas do poder político.

    2 curtidas

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    3.7 / 28
    • 5 estrelas21%
    • 4 estrelas46%
    • 3 estrelas14%
    • 2 estrelas14%
    • 1 estrelas4%
    Johannes Mario Simmel profile picture

    Johannes Mario Simmel

    Johannes Mario Simmel é filho dos judeus Wagner Simmel, químico e Lisa Schneider Simmel, que trabalhava em um estúdio de cinema vienense. O autor formou-se em química, seguindo a profissão até o ano de 1945, quando os laboratórios vienenses foram destruídos durante os conflitos da Segunda Guerra Mundial. Desertando do Exército, Johannes foi preso pelos russos e enviado para trabalhar como tradutor nos Estados Unidos da América. Retornando alguns anos depois para a Áustria, trabalhou para a Polícia Militar como tradutor. Pouco tempo depois tornou-se jornalista de importantes revistas austríacas. Abandonando o jornalismo, passou a publicar romances a cada dois anos que tratam sobre diversos temas, destacando-se seu depoimento sobre o período da Segunda Guerra Mundial.

    29 Livros
    89 Seguidores
    Viena, Áustria

    Johannes Mario Simmel