Em Minhas Lembranças somos apresentados a Ônix. Em uma viagem para comemorar sua formatura, ela perde os pais. Depois de órfã ela se muda da Dinamarca para o interior de Londres onde passa a viver com seus tios de consideração. O livro começa com este fato, então não sabemos como era a relação de Ônix com seus pais. Sabemos que ela se sente culpada pela morte deles e sente também que não aproveitou o bastante os momentos em que teve oportunidade de estar com eles. Não sei... Mas, penso que essa é a sensação que a maioria das pessoas tem quando perde um ente muito próximo, sempre pensamos que não tivemos tempo suficiente para aproveitá-los.
Logo quando ela chega a sua nova cidade ela reencontra Calebe, um amigo de infância. Quando pequena ela costumava passar as férias na casa de seus tios e Calebe era sua companhia. Mas, fazia muito tempo que ela não ia até lá, então, teve uma grande surpresa quando o viu novamente. A princípio ele era — de certa forma — um estranho, pois há muito não o via, mas isso rapidamente muda...
Achei o romance um pouco forçado. Ela e Calebe tinham acabado de retomar o contato, mas rapidamente se tornaram íntimos. E algumas vezes fui surpreendida por pensamentos dela que davam a entender que o contato entre eles nunca havia se perdido. Dando-nos a entender que ela conhecia todos os trejeitos de Calebe. Mas, desde a infância eles não tinham contato, então, era um pouco difícil acreditar nisso. E honestamente, não consegui perceber sofrimento em Ônix. Não senti tristeza, nem pesar, nem arrependimento em suas palavras e ações.
Encontrei muitos erros durante o livro. Algumas letras no lugar errado, algumas expressões erradas, ponto final onde deveria haver vírgula e muitas trocas da letra “t” pela letra “d”. Erros que em uma próxima edição podem ser resolvidos com uma revisão mais atenciosa. Muita coisa passou despercebida pelos olhos da revisora, isso prejudica e muito a leitura de um livro.
A ideia da história é boa, mas faltou desenvolvê-la melhor. Eu esperava uma história triste, repleta de sofrimento e que trouxesse lições, aprendizado... Mas tudo acontece muito rápido. Não temos tempo de nos envolver com os personagens e a história em si é bem natural, sem muito drama.
Agradeço de verdade a Juliana por ter me dado a oportunidade de ler o seu livro através do Book Tour que ela organizou. Achei admirável sua ideia de colocar no papel essa história... Mas infelizmente não consegui me apegar aos personagens nem sentir que os estava conhecendo realmente. Pra mim eles foram vagos.
Amanda — Blog: Lendo & Comentando
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