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    Esse ofício do verso -

    Jorge Luis Borges

    Companhia das Letras
    2000
    160 páginas
    5h 20m
    ISBN-10: 8535900713
    Português Brasileiro
    4.5
    144 avaliações
    Leram229Lendo21Querem194Relendo1Abandonos4Resenhas12
    Favoritos17Desejados194Avaliaram144

    Perdidas há mais de trinta anos, estas seis palestras proferidas por Jorge Luis Borges, em 1967-68 na Universidade Harvard , chegam agora em livro, depois de transcritas de fitas que só recentemente foram descobertas. A obra é um testemunho da leveza e elegância com que um dos maiores escritores do século XX trata dos enigmas da língua e da literatura. Além de um comentário profundamente pessoal sobre diversos aspectos da produção literária, o livro é uma introdução aos prazeres da palavra, ao artesanato da escrita.

    Edições (2)

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    Resenhas (12)Ver mais
    Luciana Darce picture
    Luciana Darce26/12/2019Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Quando penso em Borges, vem-me à cabeça um jogo de associações entre lugares, pessoas e histórias. Borges faz-me pensar em Homero e Milton, os poetas cegos; em Manguel - que lia para Borges - e Eco e Pratchett, todos autores que tenho como sinônimos de humanistas modernos. Borges me faz pensar em Babel e Buenos Aires, Dante e Quixote. E, claro, em labirintos. Adoro os contos do autor (desconfio até ser ele uma das razões para gostar tanto do formato), mas nunca tinha lido nenhum dos ensaios dele. Por isso mesmo, empolguei-me tanto em ler <i>Esse ofício do verso</i>: foi ele saindo da caixa e eu já me sentando com lápis, post-its e marcador de livro na poltrona mais próxima. Do título não é difícil presumir do que se trata o volume: reunindo algumas palestras ministradas em Harvard entre os anos de 67 e 68, esse livro é como uma profissão de fé de Borges como autor e leitor. Sendo transcrições de fitas gravadas à ocasião, os ensaios conservam o tom informal, bem humorado e até espontâneo das palestras. Há algo nessas linhas que me faz pensar em uma conversa durante o café da tarde - uma impressão de debates vívidos, mas agradáveis, algo como as conversas do clube do livro de que participo. Indo do mistério e musicalidade da poesia, ao poder das metáforas; do papel narrativo dos épicos ao trabalho de tradutor, Borges infunde os ensaios de espírito e paixão. Uma leitura para se perder nas páginas e degustar com prazer.

    12 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.5 / 144
    • 5 estrelas55%
    • 4 estrelas33%
    • 3 estrelas10%
    • 2 estrelas1%
    • 1 estrelas0%
    Jorge Francisco Isidoro Luis Borges Acevedo profile picture

    Jorge Francisco Isidoro Luis Borges Acevedo

    Mais conhecido como Jorge Luis Borges, foi um escritor, poeta, tradutor, crítico e ensaísta argentino. Em 1914 sua família se mudou para Suíça, onde ele estudou e viajou para a Espanha. Em seu retorno à Argentina em 1921, Borges começou a publicar seus poemas e ensaios em revistas literárias surrealistas. Também trabalhou como bibliotecário e professor universitário público. Em 1955 foi nomeado diretor da Biblioteca Nacional da República Argentina e professor de literatura na Universidade de Buenos Aires. Em 1961, destacou-se no cenário internacional quando recebeu o primeiro prêmio international de editores, o Prêmio Formentor. Seu trabalho foi traduzido e publicado extensamente no Estados Unidos e Europa. Borges era fluente em várias línguas. Morreu em Genebra, na Suíça, em 1986. Sua obra abrange o "caos que governa o mundo e o caráter de irrealidade em toda a literatura". Seus livros mais famosos, Ficciones (1944) e O Aleph (1949), são coletâneas de histórias curtas interligadas por temas comuns: sonhos, labirintos, bibliotecas, escritores fictícios e livros fictícios, religião, Deus. Seus trabalhos têm contribuído significativamente para o gênero da literatura fantástica. Estudiosos notaram que a progressiva cegueira de Borges ajudou-o a criar novos símbolos literários através da imaginação, já que "os poetas, como os cegos, podem ver no escuro". Os poemas de seu último período dialogam com vultos culturais como Spinoza, Luís de Camões e Virgílio. Sua fama internacional foi consolidada na década de 1960, ajudado pelo "boom latino-americano" e o sucesso de Cem Anos de Solidão de Gabriel García Márquez. O escritor e ensaísta John Maxwell Coetzee disse sobre ele: "Ele, mais do que ninguém, renovou a linguagem de ficção e, assim, abriu o caminho para uma geração notável de romancistas hispano-americanos".

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    Jorge Francisco Isidoro Luis Borges Acevedo