Folha conta 100 anos de cinema -

    Amir Labaki (org.)

    Editora Imago
    1995
    240 páginas
    8h 0m
    ISBN-10: 8531204682
    Português Brasileiro

    Lumière, Griffith, Chaplin, Casablanca, Cidadão Kane, John Ford, Jean Renoir, Fellini, Deus e o Diabo na Terra do Sol, Wim Wenders, Taxi Driver, Antonioni, Cantando na Chuva, Spielberg e o cinema independente americano; esses são apenas alguns dos assuntos abordados neste livro. Reunindo 44 dos melhores ensaios e entrevistas sobre cinema publicados na Folha de São Paulo, é uma antologia sem pretensão enciclopédica, mas que nem por isto deixa de narrar e de interpretar, seletivamente, o que se passou em cem anos de cinema. Não seria demais afirmar que o cinema é a mais importante nova forma de arte inventada pelo nosso século. E não seria demais afirmar, também, que o nosso século deve bastante à invenção desta arte. Quem de nós não foi formado por ela? Quem não carrega consigo todo um repertório de cenas e imagens e histórias tiradas da tela? Cada um de nós já viveu, com certeza, algumas de suas maiores emoções, neste cenário fantástico de faces enormes e vozes amplificadas. Cada um dos autores deste livro, como cada um de nós, poderia decerto dizer, à maneira de Flaubert: o cinema - sou eu. A lista de autores desta coletânea soma 27 nomes e fala por si: de cineastas como Glauber Rocha e Arnaldo Jabor a um artista como Caetano Veloso; de um poeta como Nelson Ascher a ensaístas como Marcelo Coelho e Otavio Frias Filho; de jornalistas como Sérgio Augusto e Ruy Castro a estudiosos como Lúcia Nagib, Jean Claude Bernardet e Laymert Garcia dos Santos; e passando por tantos nomes mais articulistas e colaboradores da Folha, estes são, simplesmente, alguns dos nossos melhores escritores. Neste sentido, a antologia cumpre outra função, que é revelar as maneiras variadas e mutuamente iluminadoras em que se tocam a literatura e o cinema, dentro de um contexto de reflexão cotidiana. Ressaltam-se, ainda, as entrevistas exclusivas com Almodóvar, Kieslowski e Fritz Lang. A organização do livro ficou a cargo de Amir Labaki, crítico de cinema da Folha de São Paulo desde 1987, autor de 1961 - A Crise da Renúncia e a Solução Parlamentarista (1986), Solanas por Solanas (1993) e O Cinema Urgente de Santiago Alvarez (1994), e organizador de O Cinema nos Anos 80 (1991). Com ensaios publicados em revistas e catálogos de vários países (Alemanha, Argentina, EUA, Holanda, Itália, Singapura, Suíça), foi também diretor do Museu da Imagem e do Som, em São Paulo, de 1993 a 1995.

    Resenhas (3)Ver mais
    André Crespo Machado picture
    André Crespo Machado02/06/2009Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Um bom livro para quem gosta de cinema

    Eu só peguei esse livro por pura coincidência. Eu estava procurando outros, mas não achava de jeito nenhum! Acabei me decidindo por esse, pois há muito tempo queria ler algo sobre cinema. Uma pena ser tão pequeno e conter tão poucos filmes - dezoito. Bem, o pessoal que fez as críticas dos filmes são bem informados e sua linguagem é simples. Só não entendi muito bem o que alguns tentaram passar, como Glauber Rocha. Eu não consegui entender muito bem o que ele falou sobre um filme. Outra resenha que não entendi muito bem foi a de "Do fundo do coração". Não consegui "captar" o que o jornalista quis passar sobre o filme. Já a resenha de "Alexanderplatz" me fez interessar pelo filme, fora a de "Cidadão Kane", filme que há tempos quero ver. Com "Pulp Fiction" foi a mesma coisa. Em síntese, o livro é bom. Uma pena ser tão pequeno.

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