Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições2
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas4
    • Leitores132
    • Similares1
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Stranger in a strange land -

    Robert A. Heinlein

    Ace Trade
    1991
    440 páginas
    14h 40m
    ISBN-10: 0441788386
    3.8
    35 avaliações
    Leram60Lendo6Querem64Relendo0Abandonos2Resenhas4
    Favoritos3Desejados64Avaliaram35

    In 1939 Heinlein published his first sf short story and became one of the most prolific and influential authors in the genre. Stranger in a Strange Land (1961) is an international best seller and a landmark in more ways than one: it opened the trade best sellers lists to sf writers, breaking down longstanding barriers that will never be seen again. At the same time Stranger became an emblem of the 1960s generation in its iconoclasm and free-love themes. Telling the story of an Earth baby raised by an existing, ancient Martian civilization, the novel often reads as if it were the "Playboy Philosophy" in dialog form. The man/ Martian comes to Earth and broadcasts his ideas by forming his own Church. Heinlein has been rightly criticized for presenting as facts his opinions, which state that organized religion is a sham, authority is generally stupid, young women are all the same, and the common individual is alternately an independent, Ayn Randian-producing genius and the dull-witted part of an ignorant and will-less mob. Yet the book is hard to put down; in its early pages it is a truly masterful sf story. Every library with a fiction collection should have it. Christopher Hurt reads with authority, nicely drawing the characters via barely perceptible changes in intonation, harshness, and pacing.

    Edições (2)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover

    Similares (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (4)Ver mais
    Rogerio Lopes picture
    Rogerio Lopes08/09/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Reler Stranger in a Strange Land de Robert A. Heinlein pela terceira vez, agora no original foi uma experiência bastante curiosa. Cabe dizer que li 80% no original e os últimos 20% na versão traduzida da Aleph mais os textos de apoio, o que me permitiu sentir melhor o impacto da tradução e me aproveitar dos textos que são muito úteis para entender alguns pontos O texto original é bastante fluído e não deve oferecer muita dificuldade, mesmo para quem está começando a ler nesse idioma, nada que um dicionário e paciência não resolvam. A prosa de Heilein é leve e divertida mesmo nos momentos em que se aprofunda a temas mais densos. Cabe dizer que o texto original é mais ambíguo, coisa que as duas traduções disponíveis por aqui meio que tiram da obra. Talvez a grande advertência que deve ser feita ao ler Stranger in a Strange Land é a de que é um texto satírico e provocativo. Em vários momentos a impressão que fica é que Heinlein utiliza a lógica do absurdo para fazer o leitor questionar o status quo. Isso fica muito claro em pelo menos uma fala da personagem Jill onde temos várias camadas: o autor ser um homem do seu tempo, a fala não ser exatamente estranha na boca de uma mulher (infelizmente) e a ambiguidade original que é muito suavizada na tradução. Apesar do texto ser muito provocativo para sua época, provavelmente leitores atuais vão se pegar questionando o machismo do texto, (novamente é preciso situar o autor em seu tempo) e o fato de que fora uma ou outra prática mais ousada a comunidade da Igreja de Todos os Mundos é bem conservadora e até careta. Porém a ambiguidade da obra deixa margem a imaginar que o autor se conteve. Se é certo que os relacionamentos são estritamente heterossexuais fica implícito a latente homoafetividade ou mesmo pansexualidade presente. É algo muito sutil, mas aqui e ali está sugerido. Vale lembrar que todas as falas sobre limites provém dos personagens humanos, notadamente de Jill. Heinlein satiriza os três pilares da nossa civilização e bate sem dó na hipocrisia reinante, o fato de se focar na sociedade estadunidense e considerando o quanto importamos de sua cultura faz com que as críticas também nos sejam muito pertinentes. A definição de Jubal sobre democracia é impecável e nos chama a atenção para os perigos de desprezar algo sem ter algo melhor para substituir. A sátira à religião provavelmente será um dos pontos que mais vai incomodar as pessoas, ainda que (o que provavelmente vai passar batido para os fundamentalistas) Heilein não está batendo na fé em si. Por meio de Jubal ele não descarta a ideia de uma deidade ou da necessidade da crença, o que faz é criticar veementemente o uso dessa necessidade para a manipulação e enriquecimento, bem como a hipocrisia de proibir práticas aos fieis enquanto os “eleitos” as praticam. Ainda no tema religião por mais que o autor faça um mix das mais diversas crenças é gritante que a vertente cristã tem um certo destaque, o que seria meio óbvio já que a obra crítica a cultura ocidental, principalmente a estadunidense. Que Michael é um tipo de “messias” não deveria passar desapercebido para os leitores, mas Heinlein parece ter querido se certificar de que o paralelo seria entendido, a apoteose do personagem não deixa dúvidas da intenção do autor. Vale dizer entretanto que longe de satirizar a figura de Cristo o autor está criticando seus pretensos crentes, não tenho a menor dúvida de que se alguém pregasse amor incondicional hoje em dia teria o mesmo fim. A crítica aos papeis de gênero talvez seja a parte mais controversa e ambígua da obra. Se em muitos pontos o autor vai soar machista e conservador em outros vai propor uma liberdade para a mulher e uma valorização que até hoje em dia é questionada. Principalmente quando nos encaminhamos para o fim nota-se uma certa “igualdade” entre os gêneros, ao contrário dos Fosteristas por exemplo na “igreja” de Mike a mulher não é submissa, ainda que eventualmente pareça ceder. Aliás cabe dizer que essa dinâmica perpassa toda a obra seja nas “secretárias” de Jubal seja na figura de Madame Vesant ou de Mrs Douglas, em contraponto a algumas falas machistas de Jill existe um empoderamento feminino muito claro, são elas que definem os rumos da trama em mais de um momento. Um ponto que talvez passe batido, mas também é um dos pilares da obra é a discussão do que seja Arte e do seu papel para a Civilização. Seja na discussão da obra “inacabada” em Marte, seja nas discussões de Jubal sobre arte e literatura ou até mesmo nos rituais da Igreja de Todos os Mundos a importância da Arte e de como ela enriquece uma civilização e lhe permite interpretar o mundo tal como a religião se propõe, está ali. Heinlein não se furta inclusive de criticar a literatura massificada de entretenimento e a televisão o que dá margem para pensar o que ele acharia de nossos dias com redes sociais e informação atomizada. Em dado ponto quando comenta das colunas de Ben, Jubal é quase profético em criticar os sites de fofoca e o excessivo consumo de “junk information” atuais. Em suma Stranger in a Strange Land de Robert A. Heinlein é um texto provocativo, satírico as raias do absurdo, não é um livro que vá agradar a todos, principalmente se for lido de forma literal.

    5 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.8 / 35
    • 5 estrelas40%
    • 4 estrelas23%
    • 3 estrelas23%
    • 2 estrelas14%
    • 1 estrelas0%
    Robert Anson Heinlein profile picture

    Robert Anson Heinlein

    Robert Anson Heinlein foi um escritor de ficção científica conhecido por ser "o decano dos escritores de ficção científica". Foi um dos mais populares e controversos autores do gênero. Ele estabeleceu um padrão alto de ciência e engenharia, ajudando a elevar os padrões do gênero de qualidade literária. Ele foi um dos primeiros escritores a quebrar o mainstream com a ficção científica pura. Por muitos anos, Heinlein, Isaac Asimov e Arthur C. Clarke foram conhecidos como os "Big Three" da ficção científica. Heinlein venceu Hugo Awards por quatro de seus romances, além disso, 50 anos após a publicação, três de seus trabalhos receberam "Retro Hugos". Ele também ganhou o primeiro Grande Prêmio Master dado pela Science Fiction Writers of America para a sua obra. Em sua ficção, Heinlein cunhou palavras que se tornaram parte do idioma Inglês, incluindo "grok" e "Waldo", e popularizou o termo "TANSTAAFL".

    283 Livros
    128 Seguidores
    Missouri, Estados Unidos

    Robert Anson Heinlein