Confesso que me decepcionei bastante com a leitura. A sinopse, a capa, tudo puxa você para ler um ótimo livro, repleto de citações de diversos autores. Mas, na verdade, as únicas coisas que realmente valem a pena são mesmo as citações.
A história é bem sem sal. No início, achei a personagem principal muito esnobe e a narrativa meio devagar. Só da metade para o final que Dora realmente melhora um pouco. Os romances do livro não conseguem conquistar o leitor, achei Fred realmente horrível e não tenho uma opinião formada sobre Palmer. A única parte da história que me interessou foram sobre Bea, Harper (mãe e sobrinha de Fred) e Lorraine, que colocaram um pequeno drama na história. Darlene, a amiga doida de Dora, também salva um pouco a leitura, mas é só.
Apesar de a leitura ser fácil e as citações interessantes, principalmente as que iniciam cada capítulo, a história não foi boa o suficiente para prender a minha atenção completa. Dei nota dois pelos personagens secundários e por trechos como esses:
"Outras vezes é sintomático do meu estado psicológico, tédio até o último fio de cabelo, minha vida que está bagunçada, e aquele sentimento de medo sempre que me perguntam o que ando fazendo. Como alguém pode colocar todas essas coisas em ordem? Levando tudo em consideração, prefiro ler. É a fuga perfeita."
"Eu coleciono livros da mesma forma que minhas amigas compram bolsas de grife. Às vezes, só gosto de saber que os tenho e lê-los de fato não vem ao caso. Não que eu não termine lendo-os todos, um por um. Eu os leio. Mas o mero ato de comprá-los me deixa alegre - o mundo é mais promissor, mais satisfatório. É difícil explicar, mas eu me sinto, de alguma forma, mais otimista. A totalidade do ato simplesmente me faz feliz."