Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas12
    • Leitores435
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    A ausência que seremos -

    Héctor Abad

    Companhia das Letras
    2011
    320 páginas
    10h 40m
    ISBN-13: 9788535918977
    Português Brasileiro
    4.3
    116 avaliações
    Leram165Lendo8Querem258Relendo0Abandonos4Resenhas12
    Favoritos24Desejados258Avaliaram116

    Em A ausência que seremos, Héctor Abad - um dos maiores escritores colombianos da atualidade - faz um comovente relato sobre a vida e a morte trágica de seu pai, numa prosa literária rica e complexa. A ausência que seremos é, antes de mais nada, a biografia escrita pelo filho do médico sanitarista colombiano Héctor Abad Gómez (1921-87), defensor de causas sociais e dos direitos humanos executado pelos esquadrões da morte que golpearam seu país nos anos 1980. O título do livro provém do primeiro verso do soneto Epitáfio, atribuído a Jorge Luis Borges, que Héctor Abad filho encontrou no bolso do pai, pouco depois de seu assassinato: Ya somos el olvido que seremos./ El polvo elemental que nos ignora/ y que fue el rojo Adán, y que es ahora,/ todos los hombres, y que no veremos. Mas este livro é muito mais que uma biografia. Seu fascínio e graça resultam da própria dificuldade de escrevê-lo, que levou seu autor a arrastar a tarefa por quase vinte anos. Uma tarefa árdua, em primeiro lugar, porque o personagem central é uma pessoa extremamente complexa. Um homem de fortes convicções, que conduziu sua batalha sanitarista com paixão missionária, mas que nunca abraçou nenhum dogmatismo, advogando acima de tudo pela liberdade de pensamento. Sua doutrina máxima era o mesoísmo filosófico, termo que ele cunhou para defender o meio-termo e a negociação; almejava a criação de um novo ramo da medicina, a poliatria, voltada não ao tratamento do corpo social, mas intervindo nas causas mais profundas de suas mazelas. Levado por essa crença, entregou-se de corpo e alma à luta em prol dos direitos humanos, denunciando incansavelmente as barbaridades praticadas pelos paramilitares, com a conivência das autoridades. Pacifista convicto, foi vitimado pela própria guerra suja que denunciava. O desafio de retratar um homem irrepreensível sem resvalar no elogio exagerado é ainda mais árduo quando o retratista é nada menos que o próprio filho. Como o autor declara a certa altura, teria sido fácil para ele fazer uma Carta ao pai às avessas da kafkiana, onde em vez de medo haveria confiança; em vez de poder despótico, o diálogo tolerante. Consciente do risco do louvor excessivo, soube evitá-lo com maestria recriando a realidade em diversos planos, sob diversos olhares. Seu ponto de vista pessoal - como criança encantada pelo pai-herói, adolescente em conflito com o pai-coruja e adulto perplexo aos pés do pai-mártir - completa-se em contraponto com o do próprio protagonista, em trechos dos escritos que legou, somado ao de amigos, colegas e conhecidos, da viúva e das filhas, que emprestam sua voz para oferecer cada qual um ângulo particular. Nesse caleidoscópio coral cabem até os escritos de inimigos e desafetos, como os burocratas acadêmicos que o perseguiram na Universidade de Antioquia e o líder dos paramilitares que articulou sua execução. Seu texto denso, carregado de dor e violência, traz também poesia e lances de fino humor, comprovando o refinamento da escrita de Héctor Abad.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (12)Ver mais
    Alê Estanislau picture
    Alê Estanislau11/08/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Nós já somos a ausência que seremos

    Livro devastador em que podemos sentir todas as dores da história latino americana através da luta e da existência de um homem, Héctor Abad Gomes, médico sanitarista colombiano, narradas por seu filho, Héctor Abad, que ao mesmo tempo em que nos conta a exemplar batalha (até a morte) de seu pai contra as desigualdades de seu país , também revisita lindamente, num texto encantador e delicioso, suas memórias mais íntimas. Um livro que vai ficar em mim pra sempre e uma das melhores leituras do ano, sem dúvidas!

    15 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.3 / 116
    • 5 estrelas38%
    • 4 estrelas47%
    • 3 estrelas9%
    • 2 estrelas5%
    • 1 estrelas0%
    Héctor Abad Faciolince profile picture

    Héctor Abad Faciolince

    Héctor Abad Faciolince nasceu em Medellín, na Colômbia, onde também realizou os seus estudos – todos inacabados – de medicina, filosofia e jornalismo. Após a sua expulsão da Universidade Pontifícia Boliviana (por causa de um artigo irreverente contra o Papa), viajou para a Itália, onde se licenciou em Literaturas Modernas. Regressou à Colômbia em 1987. Nesse ano, depois de os paramilitares assassinarem o seu pai, foi alvo de várias ameaças de morte e refugiou-se novamente na Itália. Publicou quatro romances, entre os quais Basura, que lhe valeu o Primeiro Prêmio de Narrativa Inovadora da Casa da América de Madrid. A sua obra está traduzida para o inglês, o alemão, o grego e o português.

    8 Livros
    6 Seguidores
    Antioquia, Colômbia

    Héctor Abad Faciolince