Só Concursados - Diversos poemas, crônicas e contos premiados

    Geraldo Trombin

    EME
    2010
    168 páginas
    5h 36m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Publicitário e membro do Espaço Literário Nelly Rocha Galassi, de Americana/SP (desde 2004), Geraldo Trombin lançou, em 1981, o seu livro "Transparecer a Escuridão", produção independente de poesias e crônicas. Com 140 classificações conquistadas até abril de 2010 em inúmeros concursos realizados em várias partes do país, tem trabalhos editados em 50 publicações, e em Só Concursados foi reunida boa parte de seus poemas, contos e crônicas premiados.

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    vivian aurora de moraes bragagnolo18/09/2014Resenhou um livro
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    O livro de um vencedor

    O escritor que corre atrás do sonho de firmar seu nome recorre, muitas vezes, aos concursos literários. No Brasil, há um grande número de pessoas que fazem disso quase uma profissão. E alguns se saem muito bem, como é o caso de Geraldo Trombin. "Só concursados", livro lançado em 2010, traz poemas, contos e crônicas do autor, sendo todos textos premiados -- alguns deles, em mais de um concurso. Parece-me que o forte do autor está nas crônicas, pareadas com sua poesia. Esta é repleta de rimas, e as rimas nunca ou raramente são intercaladas: há estrofes inteiras com as mesmas rimas, dando um ritmo e uma sonoridade que são a marca do poeta. Quanto às citadas crônicas, vale destacar as mais breves. Trombim se sai melhor quando escreve pequenos textos. Voltando à poesia, talvez por isso, atualmente, prefira publicar trovas na internet, sistema lírico bastante conciso. Mesmo os contos, que não são o ponto alto do livro, são atraentes, e vale a pena ter, ler e guardar "Só concursados", um livro especialmente interessante por quem é afinado com a poesia. Das 168 páginas do livro, 110 são de poemas. É importante também ressaltar o trabalho gráfico da obra. Se, na inscrição dos concursos, há sempre uma limitação de editoração, com determinada fonte, determinado tamanho etc., no livro Trombim deu asas à imaginação da poesia visual. É, sem dúvida, um lindo livro, que embala e nos leva de uma a outra página num fluxo agradável. Entre tantos poemas, há alguns eróticos, muito bem compostos. Entre todos, podemos mencionar como mais atraentes: "Nada", "Mulher abjeto" (crítica social), "Carretel" (metalinguístíco", "Fases/Faces Lunáticas", entre outros. Leiamos "Ires e Devires" como encerramento desta resenha: "Mudamos de ares. Mudamos de lugares. Mudamos as rotas. Mudamos ademais, as derrotas. Mudamos o inventário. Mudamos as roupas no armário. Mudamos a conversa. Mudamos pela nossa pressa. Mudamos nossos passos. Mudamos nossos laços. Mudamos o olhar. Mudamos o sonhar. Mudamos o pensar. Mudamos o caminhar. Mudamos o trabalho, o salário. Mudamos as cartas do baralho. Mudamos o ânimo. Mudamos o desânimo. Mudamos o hábito. Mudamos o hálito. Mudamos de emoção. Mudamos até o coração. Mudamos por mudar. Mudamos por precisar. Mudamos a liberdade de ir. Mudamos o direito de vir. Mudamos tudo, enfim! Mudamos o começo, o meio e o fim. Somos, naturalmente, assim: atravessados por devires. Na mais ampla definição da palavra, mudamos em todos os sentidos. Basta sentires - odores, olhares, paladares. Ou apenas ouvires."

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