A Cidade e as Serras -

    Eça de Queirós, Eça de Queiroz, José Maria Eça de Queirós

    Primavera Editorial
    2016
    291 páginas
    9h 42m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Romance publicado postumamente, em 1901, "A cidade e as serras" / ASIN: B01MR22LS8 faz uma crítica mordaz ao estilo de vida que se desenvolve na Europa em meio ao progresso material do fim do século XIX. Filho de uma abastada família portuguesa, Jacinto, o protagonista, nutre grande entusiasmo pelo brilho das cidades europeias. Mas sua estada em Paris transcorre em meio ao tédio e o vazio. Ele parte então de volta às suas origens e reencontra a paz e o contentamento na vida simples do campo. Jacinto é um grande defensor da civilização. Pensa que um homem só pode ser feliz com a presença de máquinas, de tecnologia, de veículos e de multidões. José Fernando, depois de sete anos na província, encontra Jacinto e percebe as inutilidades que a idéia de civilização gerava e como ela desgastava a vida do amigo. A Cidade e as Serras é uma deliciosa sátira dos progressos ainda canhestros dos tempos modernos e reencontro do romancista com a paisagem de sua meninice. Vê-se também, no jogo dos contrastes, o apego nostálgico à essencialidade honesta da vida ainda natural e limpa do interior. 'A cidade e as serras' é basicamente uma sátira ao culto da tecnologia. Revela um personagem que tornou-se célebre em sua obra, Jacinto de Tormes, o dândi espirituoso, português residente em Paris, homem inteiramente em dia com todos os avanços tecnológicos. Do outro lado, Zé Fernandes, um crítico das grandes cidades, do progresso, e denunciador de seus malefícios.

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    Clio picture
    Clio21/05/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A Cidade e as Serras pode ser considerado o último grande 🤬 #$%!& para Paris. Não é de hoje que criticamos o gosto em terras tupiniquins por tudo o que é estrangeiro, mas essa estranha mania foi herdada de nossos antepassados lusitanos que por sua vez aderiam ao modo de vida francês, participularmente o parisiense, em sua própria época. Eça de Queirós expõe a debilidade da vida urbana e suas consequentes mazelas que hoje vemos exarcebadas em nossas próprias cidades causando estafa, depressão e outras tantas doenças físicas ou psíquicas. A cura que o autor preconizava é a mesma de nossos médicos, o afastamento do que nos causa mal. Jacinto de Tormes é o representante da nobresa portuguesa que tem essa epifania na história e se muda para o interior de Portugual. A crítica comum de Eça aparece aqui em sua forma mais contundente: a necessidade de se manter e renovar os valores lusos e sua sociedade para impulsionar novamente a nação. Por pura apreciação, a escrita de Eça continua sendo ímpar na literatura com seu dinamismo e leveza. Recomendo.

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