De forma nua e crua, a crítica de arte, Catherine Millet, expõe a vida sexual e, em certa extensão, social que a França lhe proporcionou. Para quem está acostumado a ler livros de temática erótica, eles normalmente se dividem em duas categorias, ou o lirismo de Lawrence, ou a exposição perturbadora de Sade. Esse livro não se encaixa em nenhum dos dois. A autora relata em sua biografia todo o desenvolvimento sexual de uma forma que beira o clínico e, ao invés de alguns autores, se aventurar no filosófico, seu livro se destaca por cair mais no campo da psicanalise. Essa mudança abrupta de eixo do gênero pode afastar alguns leitores menos flexíveis, mas com o passar dos capítulos, o interesse por essa pessoa tão interessante e honesta transforma a leitura em algo novo e diferente. Eu recomendo.

