Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições0
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas3
    • Leitores120
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    O evangelho nu - A verdade que você talvez nunca ouça na igreja

    Andrew Farley

    Editora Vida
    2011
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-13: 9788538302179
    Português Brasileiro
    4.4
    22 avaliações
    Leram34Lendo9Querem76Relendo0Abandonos1Resenhas3
    Favoritos3Desejados76Avaliaram22
    Resenhas (3)Ver mais
    Barbara Tomaz picture
    Barbara Tomaz05/04/2025Resenhou um livro
    1 (Ruim)

    O Evangelho segundo Andrew Farley

    Andrew Farley é um pastor popular lá nos Estados Unidos, seu ministério possui sites e programas de TV. O segmento da teologia que ele aderiu é o que chamamos de Hipergraça, ou seja, uma ênfase da graça de Deus, em detrimento de outros atributos divinos. Esse livro reflete bem sua diferença e rompimento com o cristianismo tradicional, ao começar pelo título do livro (Evangelho Nu), em que Andrew explicou que retirou de uma frase de Arthur Bury, 1691. Isso até então não ia dizer nada demais, até que pesquisei que Arthur Bury, foi um teólogo anglicano com perspectivas controvérsias, por exemplo, ele negava a Trindade. Pessoalmente achei complicado Andrew já começar seu escrito usando uma frase de um autor controverso como referência de algo bom e puro. O objetivo do livro é mostrar ao leitor qual é o genuíno evangelho de Jesus sem adições, deixando de lado toda interpretação tradicional, que segundo Andrew, foram influenciadas pela religiosidade, legalismo e uma falta de entendimento da Nova Aliança. Ele basicamente exclui a utilidade de 2025 anos de história da Igreja. Desse modo, com a finalidade de corrigir alguns entendimentos e práticas erradas dos evangélicos modernos, Andrew faz suas afirmações e denúncias. Basicamente, ele só considera o que acha útil para fortalecer seus argumentos, descartando o que não gosta, e não foram poucas as vezes que algumas explicações ficaram bem superficiais ou incompletas. Por isso, algumas frases e trechos precisei de ler duas ou três vezes para entender se ele realmente quis dizer aquilo realmente. Sinceramente, esperava mais. Concordo com o autor que muitas vezes o cristianismo é apresentado como um sistema de "fazer x não fazer", engessado, rigoroso, e que o excesso da religiosidade e do tradicionalismo, presente em algumas igrejas, podem sufocar a mensagem do Novo Testamento por um todo. Mas não é com erros ou distorções novas que vamos corrigir erros antigos... Cada capítulo segue com a mesma dinâmica: ele faz uma longa introdução relatando alguma coisa que aconteceu (de errado) na vida dele (ou de alguém) e depois começa a desenvolver seus argumentos, citando e comentando versículos e passagens da Bíblia. Ele quase não cita outros autores ou obras de referências, e as raras vezes que fez, foi para reafirmar seu ponto de vista pessoal. Além disso, ele quis tratar de vários assuntos ao mesmo tempo, deixando alguns pontos soltos ou resumidos demais. Não gostei da argumentação dele. Tipo, algumas declarações ele simplemente escreveu como totalmente correta e "ai de quem questionar", por exemplo, para o autor, a prática de confissão de pecados, bem como perdir perdão a Deus por eles, foi algo referente apenas a Antiga Aliança, até mesmo a oração do Pai Nosso e alguns ensinos de Jesus, Andrew declara que foi algo destinado para pessoas que estavam na Antiga Aliança, desse modo, orar essa oração ou pedir perdão a Deus não é algo útil para cristãos de hoje ou para ser praticado com frequência, uma vez que "já estamos em Cristo" e "Deus já nos perdoou dos nossos pecados do passado, do presente e do futuro". Enfim, o grande problema das explicações que ele deu foi a conotação ou a ênfase que ele atribuiu a algumas coisas em detrimento de outras que também estão na Bíblia. Não é que todo o livro foi ruim teve algumas colocações interessantes e razoavelmente boas, no entanto, creio que a perspectiva pessoal do autor atrapalhou e influenciou demais a explicação de alguns temas e doutrinas centrais do cristianismo. O Evangelho envolve muitos assuntos que foram ignorados como: a renúncia, a necessidade de obediência e disciplina, os esforços, a prática do arrependimento de pecados, sofrimentos e lutas da vida cristã. Faltou equilíbrio da parte do autor. Algumas citações: ● "Quando Jesus ensinou os judeus a orar, seu sangue não havia sido derramado. Portanto, o Novo ainda não começara. A oração do Senhor é uma das orações da Antiga Aliança, ensinadas aos judeus antes que o perdão definitivo fosse alcançado." - pág 174 ● "No entanto, não devemos ignorar o propósito da Lei hoje. Ela é santa e perfeita, e tem uma utilidade particular no mundo atual. Projetada para convencer os pecadores de seu estado corrompido, expõe a sujeira no rosto da humanidade. Contudo, não pode oferecer uma solução. Só Jesus Cristo nos lava do pecado revelado pela Lei. Embora a Lei desempenhe um papel importante no mundo hoje, não tem lugar na vida do cristão. O Espírito vivendo em nós é o substituto maior de Deus para a obra da Lei. Na verdade, o que a Lei não pôde produzir em sua inferioridade, Cristo já o fez, pondo-nos em perfeita posição diante de Deus. Somos chamados para nos libertar da Lei e nos apegar tão somente ao Espírito como guia para a vida diária." - pág 257 ●"Tenho tentado fazer do evangelho nu algo tão transparente e fácil quanto as Escrituras apresentam. O evangelho real deveria ser de fácil compreensão para jovens e velhos, letrados e iletrados. Afinal, ele foi transmitido com sucesso a milhares de pessoas por pescadores sem nenhum grau particular de formação educacional. Entendê-lo pelo que ele é não deveria exigir um novo vocabulário extrabíblico. Como a criança que sabe o significado de “acabou” no fim de uma boa refeição, Deus tem proclamado a seus filhos de maneira simples e enfática: • Seu relacionamento com a Lei acabou. • Seu velho homem acabou. • Seus pecados acabaram. • Todos os obstáculos que impediam a proximidade acabaram. É incrível como o evangelho nu é de fato simples e direto. Na verdade, a maior parte da minha exposição do Novo envolve mais um desaprendizado do que um aprendizado. Uma vez removida a confusão do nosso armário teológico, o evangelho brilha forte outra vez. E de novo se torna um benefício poderoso e prático em nossa vida, momento após momento. Se o evangelho é real, transformará vidas radicalmente, mas também suscitará controvérsias. Onde quer que o evangelho verdadeiro seja ensinado, ele resulta em acusações falsas de vários tipos." - pág 238 ● "Se tratarmos a vida cristã de maneira mecânica, tentando imitar os atos de Jesus nos Evangelhos, nosso fracasso será inevitável. A filosofia “O que Jesus faria?” não é a mesma de “Cristo em vocês”. Somos chamados para olhar para dentro, para descobrir a vida que nos é instintiva, na condição de uma nova criação que somos, e para viver a partir dessa vida. Imitar ações de outros, mesmo do Jesus dos Evangelhos, nada mais é que um ato raso e mecânico, nem um pouco confiável, sob pressão. Assim como toda minha prática de arranjos com o violão acabou levando-me ao fracasso, apenas imitar a atividade cristã pelos movimentos que ela produz não se compara à experiência de ter a vida de Cristo fluindo naturalmente de sua personalidade." - pág 211 ● "Uma promessa de céu não é restauração de vida. Estudar um livro escrito pelo próprio Deus continua não sendo restauração de vida. Frequentar reuniões semanais no interior de um prédio não é restauração de vida. Nem a mudança drástica de comportamento é restauração de vida. Claro, tais coisas podem resultar da restauração de vida. Mas com certeza não são meios de vida, nem uma confirmação da experiência da vida. A restauração da vida acontece quando o próprio Deus, por intermédio da pessoa de Cristo, reside em nós." - pág 209 ● " Expliquei a linha divisória entre o Antigo e o Novo. Falei que os ensinamentos severos de Jesus, cujo alvo era as pessoas religiosas, deixavam-nos arrasados cada vez que os líamos." - pág 92 ● "Ela (a Lei) continua a existir e tem um propósito hoje, mas não foi projetada para os cristãos como ferramenta ou guia para o cotidiano. Seu único propósito é convencer o ímpio da própria morte espiritual. Compreender o lugar da Lei no mundo hoje nos impede de cometer o erro do antinomianismo (“ódio à Lei”). Entender que não há lugar para a Lei na vida do cristão nos impede de cometer o erro do legalismo." - pág 63

    42 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.4 / 22
    • 5 estrelas77%
    • 4 estrelas5%
    • 3 estrelas14%
    • 2 estrelas5%
    • 1 estrelas0%