Escurinho, bendito ou maldito?
Não há quem tenha vivido o futebol gaúcho na década de 70 que não lembre, seja por idolatria (se colorado), seja por pavor (se gremista), desse jogador raiz. Iniciado moleque nos campos de areião da Ilhota, comunidade pobre próxima ao centro de Porto Alegre levada pela ditadura militar para quilômetros de distância, se acostumou a salvar o Inter com gols mágicos. Mesmo assim, nunca experimentou a titularidade inconteste e sempre sofreu nas renovações de contrato. Apaixonado pela música, pelo samba e por sua Imperadores, tinha olhar social crítico e espirito rebelde, o que lhe valeu a antipatia dos cartolas. Mas nada apaga a vida brilhante e atribulada desse herói do Internacional de Porto Alegre, o clube do povo. A leitura vale muito a pena, também pela riqueza de detalhes e informações com que o autor nos presenteia.
