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    The Damned (Là-Bas) -

    Joris-Karl Huysmans

    Penguin Classics
    2002
    320 páginas
    10h 40m
    ISBN-13: 9780140447675
    3.4
    4 avaliações
    Leram5Lendo1Querem15Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos0Desejados15Avaliaram4

    J.-K. Huysmans's gaudy, shocking, and largely autobiographical novel, The Damned (Là-Bas) was quickly condemned and just as quickly achieved cult status. It follows Durtal, a shy, censorious man, who is writing a biography of Gilles de Rais, the fifteenth-century nobleman, child-murderer, and supposed model for "Bluebeard." Bored and disgusted by the vulgarity of everyday life, Durtal seeks spiritual solace by immersing himself in another age. But when he meets the exquisitely evil Madame Chantelouve, he is drawn inextricably into the twilight world of black magic and erotic devilry in fin-de-siècle Paris.

    Resenhas (2)Ver mais
    Fabio Shiva picture
    Fabio Shiva21/01/2012Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    sinistríssimo!!!

    “Eu quero [provar] que o Diabo existe, que o Diabo reina supremo, que o poder que ele desfrutou durante a Idade Média não foi tomado, e que hoje ele é o mestre absoluto do mundo.” Nas palavras do próprio autor, essa foi a sua intenção primordial ao escrever essa obra, que veio a público pela primeira vez na Paris de 1891. Huysmans é lembrado principalmente pelo livro “Au Rebours” [lançado em inglês com o título “Against Nature”, “Contra a Natureza” – não consegui encontrar os títulos em português e ignoro se o autor foi lançado por aqui], citado como influência de Oscar Wilde para compor o seu Dorian Gray. Pois bem, esse eu não li. Mas sobre “Là-Bas”, posso dizer que se trata de um livro escrito por um autor original, talentoso e também perigoso... Fiquei de boca aberta com esse livro, e sou capaz de apostar duas tampinhas de refrigerante como “Là-Bas” foi uma influência enorme para um de meus autores prediletos: Umberto Eco. “O Pêndulo de Foucault”, meu favorito de Eco, poderia ser considerado uma versão ampliada e melhorada de “Là-Bas”... A história é apresentada de forma bem atraente, no esquema do livro-dentro-do-livro: Durtal (alterego de Huysmans) é o escritor empenhado em contar a biografia de Gilles de Rais, companheiro de armas de Joana D’Arc que acabou se tornando o maior serial killer de todos os tempos, ao estuprar e eviscerar centenas e centenas de crianças. Ao investigar a história de Rais, Durtal sente-se compelido a investigar as origens do Mal, e assim acaba mergulhando em uma tenebrosa rede de satanismo e missas negras, proliferando selvagemente na “moderna” Paris do fim do século XIX. Muito trabalho de pesquisa para gerar uma combinação bem original: o refinamento intelectual e estético associado com as descrições mais escatológicas e repugnantes. Se o livro impressiona hoje, imaginem na época em que foi lançado! Excelente leitura, do ponto de vista do aprendizado literário. Sobre o tema, é apresentado com tanta riqueza de detalhes que acaba impregnando a mente do leitor... cuidado! *** Comunidade Resenhas Literárias Aproveito para convidar todos a conhecerem a comunidade Resenhas Literárias, um espaço agradável para troca de ideias e experiências sobre livros: . http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=36063717 * http://www.comunidaderesenhasliterarias.blogspot.com/ * http://www.facebook.com/groups/210356992365271/

    1 curtida

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    3.4 / 4
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    • 3 estrelas50%
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    Charles-Marie-Georges Huysmans

    Joris Karl Huysmans foi um escritor francês e crítico de arte, primeiramente associado a Émile Zola e ao grupo dos naturalistas. Depois, juntou-se ao Movimento Decadentista francês. Huysmans era "<i>um artista maior do que Zola</i>", segundo o crítico Ford Maddox Ford (1873-1939), no Marchas da literatura (1938): "<i>... (que) deixou as catedrais e as estradas deste mundo em 1907, e não suponho que se ouvirá, ao menos uma vez, em qualquer época, seu nome mencionado em reuniões literárias</i>". A conversão de Huysmans, do Satanismo ao Catolicismo, da obsessão por sensações bizarras à busca da vida espiritual, pode ser seguida em livros como À Rebours (1884), Là-bas (1891) e La Cathédrale (1898).

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    Charles-Marie-Georges Huysmans