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    Rosa -

    Mário Cláudio

    Imprensa Nacional - Casa da Moeda
    1988
    200 páginas
    6h 40m
    ISBN-1: 0
    Português
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    «Rosa» (1988) é o título do terceiro volume de uma trilogia de romances inspirados em personagens reais. Sobre ele, disse Mário Cláudio: Eu procurei fazer dela uma figura pluridimensional. No fundo, a Rosa Ramalho é a figura do norte português, é a fêmea do Norte de Portugal que vem desde a Idade Média, que se prolonga pelos nossos dias, e que naquela mulher específica de S. Martinho de Galegos, de certa forma, encarnou com uma violência tal que permitiu que se erigisse como uma figura tutelar na nossa neutralidade.» De facto, o autor consegue transmitir o retrato duma figura não só pluridimensional, mas única no nosso meio cultural. Figura franzina, pequena e de olhos ladinos, de resposta trocista na ponta da língua afiada, como é próprio de quem vive num meio natural inóspito, é uma personagem verdadeiramente telúrica, uma força da natureza que fazia o milagre dos bonecos de barro, que lhe saíam das mãos prodigiosas e da mente ensimesmada. Rosa fazia bonecos desde muito nova, quando a mãe a chamava guardava-os no seio, como tesouro. Quando se casou com um moleiro aos 16 anos, dedicou-se aos 7 filhos que teve e à vida dos moinhos, nunca mais fazendo bonecos. Só aos 68 anos, depois de enviuvar, se dedicou novamente aos seus bonecos fantasiosos e dramáticos. Mulher inteligente, ensinou tudo que sabia à sua neta Júlia Ramalho, filha de um filho que lhe morreu, para que a sua arte não acabasse.

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    Rui Manuel Pinto Barbot Costa profile picture

    Rui Manuel Pinto Barbot Costa

    Escritor português, de nome verdadeiro Rui Manuel Pinto Barbot Costa, nascido a 6 de novembro de 1941, no Porto. Formado em Direito pela Universidade de Coimbra, onde se diplomou também como bibliotecário-arquivista, e master of Arts em biblioteconomia e Ciências Documentais pelo University College de Londres, revelou-se como poeta com o volume Ciclo de Cypris (1969). Tradutor de autores como William Beckford, Odysseus Elytis, Nikos Gatsos e Virginia Woolf, foi, porém, como ficcionista que mais se afirmou. Publicou com o nome próprio, uma vez que "Mário Cláudio" é pseudónimo, um Estudo do Analfabetismo em Portugal, obra que reúne a sua tese de mestrado e uma comunicação apresentada no 6.° Encontro de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas Portugueses, em 1978. Colaborador em várias publicações periódicas, como Loreto 13, Colóquio/Letras, Diário de Lisboa, Vértice, Jornal de Letras Artes e Ideias, O Jornal, entre outros, foi considerado pela crítica, desde a publicação de obras como Um Verão Assim, um autor para quem o verso e a prosa constituem modalidades intercambiáveis, detendo características comuns como a opacidade, a musicalidade e a rutura sintática, subvertendo a linearidade da leitura por uma escrita construída como "labirinto em espiral". A obra de Mário Cláudio apresenta uma faceta de investigador e de bibliófilo que, encontrando continuidade na sua atividade profissional, inscreve eruditamente cada um dos livros numa herança cultural e literária, portuguesa ou universal. Dir-se-ia que a sua escrita, seja romanesca, seja em coletâneas de pequenas narrativas (Itinerários, 1993), funciona como um espelho que devolve a cada período a sua imagem, perspetivada através de um rosto ou de um local, em que o próprio autor se reflete, e isto sem a preocupação de qualquer tipo de realismo, mas num todo difuso e compósito, capaz de evocar o sentido ou o tom de uma época que concorre ainda para formar a época presente. Mário Cláudio recebeu, em 1985, o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores por Amadeo (1984), o primeiro romance de um conjunto posteriormente intitulado Trilogia da Mão (1993), em 2001 recebeu o prémio novela da mesma associação pelo livro A Cidade no Bolso e, em dezembro de 2004, foi distinguido com o Prémio Pessoa. Para além das obras já mencionadas, são também da sua autoria Guilhermina (1986), A Quinta das Virtudes, (1991), Tocata para Dois Clarins (1992), O Pórtico da Glória (1997), Peregrinação de Barnabé das Índias (1998), Ursamaior (2000), Orion (2003), Amadeu (2003), Gémeos (2004) e Triunfo do Amor Português (2004). O autor tem também trabalhos publicados na área da poesia (como Ciclo de Cypris, 1969, Terra Sigillata, de 1982, e Dois Equinócios, de 1996), dos ensaios (Para o Estudo do Alfabetismo e da Relutância à Leitura em Portugal, de 1979, entre outros), do teatro (por exemplo, O Estranho Caso do Trapezista Azul, de 1999) e da literatura juvenil (A Bruxa, o Poeta e o Anjo, de 1996).

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    Rui Manuel Pinto Barbot Costa