Estudando os sonetos de Shakespeare, eu percebi um detalhe interessante nos sonetos em geral: sua forma é completamente fechada, ou assim dizem muitos. Mas então, de onde sairão os sonetos ingleses? Se a forma é obrigatória, não há como mudá-la. Mas, mesmo para os que fervorosamente acham que só este ou aquele tipo de escrita é literária ou poética, se a forma pôde ser mudada, não há por que se crer que não pode ser mudada de novo. Então, por que não criar uma nova forma para o nome soneto? Quebremos as contagens de versos: 14 = 5+4+3+2. Para o autor que interesse, adicione a décima quinta linha, completando a sequência matemática. quebremos a ordem: o autor pode criar uma ordem de estrofes da menor para a maior, ou da maior para a menor, ou as misturar. quebremos a imposição de números sem significado: o autor não precisa contar sílabas, mas pode se quiser. Se decidir contar, poderá escolher usar um número ao qual esteja associado um significado, complementando sua obra ainda mais. A intenção é apresentar ao mundo uma forma mais livre de soneto e convidar autores a usá-la: o soneto brasileiro.
