Febre do Panamá - A história de uma das maiores realizações do homem

    Matthew Parker

    Record
    2011
    602 páginas
    20h 4m
    ISBN-10: 8501084336
    Português Brasileiro

    Aclamada pela crítica estrangeira, esta meticulosa e extraordinária obra do escritor Matthew Parker - apontada pelo jornal britânico Daily Telegraph como forte candidato a todos os prêmios de não ficção - conta de forma singular e impressionante a história de uma dos mais monumentais realizações do homem em todos os tempos - o Canal do Panamá.Em 1513, o conquistador espanhol Vasco Núñez de Balboa se tornaria o primeiro europeu a avistar o maior oceano do planeta e constatar que apenas uma estreita faixa de terra o separava do já cruzado - e razoavelmente conhecido - Atlântico. Era o início de um sonho que inflamaria monarcas, presidentes, homens de negócios e exploradores: encontrar uma hidrovia entre o Atlântico e o Pacífico. Quem a descobrisse estaria na vanguarda do comércio global e influenciaria o futuro de várias nações. Mas o que viria a ser considerada uma das artérias-chave do comércio mundial não estava nos planos da natureza. Cabia ao homem abrir o caminho, em um projeto iniciado pelos franceses, em 1880, e finalizado pelos EUA, em 1914. Obra tão ambiciosa quanto a construção das pirâmides: entre as duas colossais massas de água, montanhas, florestas e pântanos. As condições climáticas eram o pesadelo de qualquer engenheiro - oito meses por ano as chuvas caíam sem parar, tornando o istmo um dos lugares mais úmidos do planeta. Um verdadeiro inferno tropical, afetado, ainda, pela instabilidade política, a malária e a febre amarela.Milhares de homens trabalharam sob chuvas torrenciais e calor escaldante para quebrar a espinha rochosa que liga as Américas, muitas vezes sucumbindo às condições adversas de trabalho e clima, e aos males dos trópicos. Décadas mais tarde, com um saldo de 25 mil vidas perdidas - cerca de quinhentos homens mortos para cada 620 metros escavados - e várias outras irremediavelmente marcadas por mutilações e doenças, a primeira embarcação cruzaria o Canal do Panamá. Desde então, mais de um milhão de navios fizeram o mesmo, em uma média de 14 mil por ano. Apesar do aumento no tamanho das embarcações, 5% de todo o comércio marítimo mundial - e 12% dos navios norte-americanos - ainda passa por suas eclusas. Febre do Panamá é o relato minucioso dessa empreitada épica. Matthew Parker analisa não apenas o incrível feito de engenharia, mas as realizações financeiras, técnicas e até mesmo médicas que o tornaram possível. Disseca a assombrosa ambição por trás de todas elas, em um detalhado estudo da miríade de pessoas e planos associados ao trabalho, e captura a angústia dos envolvidos nessa tarefa. Descreve claramente o alto preço pago com vidas e os jogos diplomáticos para determinar o caminho e localização do canal. Trata, também, dos inimigos que a empreitada colecionou, abordando os interesses velados que temiam a mudança da geografia mundial.Parker revela, ainda, onde os franceses erraram e por que os americanos foram bem-sucedidos. E explica como a abertura do canal quase simultânea ao mergulho do Velho Mundo em um conflito mundial catapultou os Estados Unidos a uma posição de comando universal. Repleto de confidências, cartas, diários e memórias, mostra como uma pequena faixa de terra na América Central fez do mundo um lugar.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover

    Similares (4)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (2)Ver mais
    Daniel de Oliveira Ferreira picture
    Daniel de Oliveira Ferreira24/07/2016Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Canal Governamental

    O livro demonstra as grandes dificuldades enfrentadas por franceses e estadunidenses, cada um a seu tempo, para construir o Canal do Panamá. A natureza foi o principal adversário, seja pelas doenças tropicais que consumiam os trabalhadores, seja pela grandeza da intervenção no ambiente (remoção de montanhas) para se construir um canal ao nível do mar. Ao fracasso da iniciativa privada francesa se contrapõe o sucesso do empreendimento estatal norte americano. Será que o fracasso grande francês foi consequência da insistência em se construir ao nível do mar ou porque a iniciativa privada não possuía nem estava disposta a tudo para concretizar a construção do canal? Será que o sucesso estadunidense ocorreu em função do combate às doenças ou em virtude do desenvolvimento tecnológico ou ainda em função do governo ter "comprado" a ideia visando benefícios militares e, por isso, aceitado arcar com o preço que fosse para concretizar sua construção? Leia o livro e tire suas conclusões.

    2 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.3 / 24
    • 5 estrelas38%
    • 4 estrelas46%
    • 3 estrelas17%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%