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    Francesco Guicciardini: o Renascimento da História -

    Sylvia Ewel Lenz

    Eduel
    2004
    119 páginas
    3h 58m
    ISBN-10: 8572164057
    Português Brasileiro
    2.5
    2 avaliações
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    Este livro é voltado para o estudo das obras do político italiano Francesco Guicciardini (1483-1540), contemporâneo do conselheiro Nicolau Maquiavel, parente do neoplatônico Marcílio Ficino. Francesco destacou-se como historiador e viveu em um momento de transição entre a medievalidade, regida por desígnios divinos e transformações da época moderna. Embora suas obras seguissem a forma de narrativa humanista, tinha visão dos fatos coevos e das repercussões políticas externas sobre seu país. Apesar da intenção de ater-se aos eventos, o florentino inseriu certos elementos irracionais: o Fado, a roda da Fortuna, a interferência dos astros em destinos individuais e coletivos. As considerações finais do livro são dedicadas a arte de escrever e, como bem ressaltou a autora, navegar pelo pensamento de Guicciardini é como realizar uma viagem desconhecida a bordo de um veleiro frágil em "...uno mare concitato da´venti".

    Resenhas (1)Ver mais
    Filino Carvalho Neto picture
    Filino Carvalho Neto06/01/2020Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Um intrigante personagem que ainda merece ser melhor (re)conhecido

    A autora se debruça sobre uma figura de grande relevância no Renascimento, a saber, Francesco Guicciardini. O simples fato de abordar esse jurista, historiador e político renascentista, praticamente desconhecido por estas bandas, já constituiria, por si só, um motivo para a leitura da obra. Entretanto, é com uma ponta de decepção que percorremos algumas partes do livro: ainda que curto, em alguns momentos é extremamente superficial e não se livra de alguns chavões. Além disso, a quantidade de erros ortográficos e de natureza semelhante chegam a irritar. De qualquer modo, vale como uma introdução ao personagem, que com sua história sobre a Itália, tratou desse saber de um modo original, tentando conhecer os fatos pelas causas e, mesclando a isso, comentários sobre a natureza humana. Aqui e ali ainda se identificam influências do medievo, quando se atribui, por exemplo, à providência divina a explicação de certos acontecimentos. Ao lermos o perfil de Guicciardini, impossível não lembrar de outro florentino (Maquiavel), mas Guicciardini - segundo a autora - assume o papel de historiador de modo muito mais forte que o autor do "Príncipe". Ambos chegaram a conviver, e Guicciardini era, ainda, afilhado de Marsílio Ficino. As querelas envolvendo Florença, os conflitos com os franceses, a crítica ao papado - tudo isso e um pouco mais também é tratado na obra. De novo: vale como uma introdução, mas não muito mais que isso.

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