Socially awkward and practically invisible to the rest of the world, Whitley Turner wasn’t overly upset by the elders’ announcement. Either he’d find someone to claim him, or he’d disappear completely. So, when he finds himself mated to a sexy-as-sin orca shifter, he’s not sure whether to jump for joy or run screaming. Jude Chambers knows exactly who the shy swan shifter is. He’s been looking for a way to get close to him for months. Using the forced mating decree and a little cunning help from a friend, landing Whitley as his mate was a piece of cake. Feeling guilty about the situation wasn’t supposed to happen. Why couldn’t Whitley be the egotistical jerk he imagined him to be? It doesn’t take long for Whitley to realize something isn’t right. When the truth is revealed, how can Whitley forgive his mate when being invisible was far less painful?
Splash and Elegance - Midnight Matings #13
Gabrielle Evans
Dessa vez, o National Geographic foi longe demais
Splash and Elegance, de Gabrielle Evans, conseguiu, surpreendentemente, ser uma obra decente dentro desta saga, ocupando o posto de favorita em minha classificação pessoal diante das provações que são os enredos de Acasalamento até a Meia-Noite. Um fenômeno curioso, considerando as atrocidades que vêm ocorrendo desde o prólogo e que continuamente procuram se repetir. Contudo, não devemos elevar tanto o nível de consideração para um livro que começou de maneira promissora e prometendo ser diferente, apenas para prontamente sucumbir às preferências da autora em elaborar um conflito praticamente inexistente, apenas para não perder o ritmo estabelecido desde o primeiro casal apresentado. Ademais, será que uma nova rotina se estabelece em meu perfil literário: descrever o prólogo das obras com o mesmo discurso de sabemos o que acontece em seu primeiro ato, considerando o uso contínuo da mesma fórmula de seus antecessores e, posteriormente, sucessores, toda vez que o assunto é esta saga? Provavelmente. Pois, novamente (e como esperado), nada é inovador. Inicialmente, admito que minhas expectativas em relação a este livro eram altas. Este era um dos livros que eu mais ansiava por começar a ler, considerando que ambos os protagonistas são dois animais que particularmente me fascinam muito. Levei a premissa a sério, podendo até dizer que fui sua maior defensora, mas, infelizmente, a obra veio a me decepcionar mais uma vez. Os protagonistas desta vez são particularmente carismáticos e, surpreendentemente, decentes, com atitudes condizentes aos bons costumes do Código Civil e Penal. Comecemos a análise sob um olhar positivista antes de expor a razão pela qual, no final das contas, este livro se revela apenas mais uma manifestação radioativa oriunda da mente perturbada das autoras dessa saga. Primeiramente, Whitley Turner tinha tudo para ser um verdadeiro diferencial entre todos os protagonistas já apresentados: ele é socialmente desajeitado, a personificação de um personagem que busca representar alguém introvertido e tímido e, concomitantemente, sente-se e praticamente é invisível aos olhos do mundo, mesmo que seu papel na sociedade seja muito mais chamativo do que o esperado. No início do enredo que introduz os livros, Whitley sequer se abala quando os anciãos fazem o anúncio e revelam suas intenções malignas; muito pelo contrário: ele simplesmente se exibe ao virar o copo, sentar-se em um banco e pensar: Vou esperar a hora de ir embora e chamar o primeiro táxi que encontrar estacionado na rua. Ele nos é apresentado dessa forma frívola e desinteressante. Afinal de contas, o que é mais interessante para um leitor: um personagem com um passado conturbado, personalidade forte e extrovertida, que enfrenta todos os obstáculos possíveis para alcançar seus objetivos e ser, finalmente, reconhecido pelo mundo; ou um personagem como Whitley: tranquilo e quase recatado, com uma família que prefere ignorar sua existência e deixá-lo livre pelo mundo, mas que também não faz muitos esforços para ser visto ou lembrado por alguém, já que se sente mais confortável sendo um coadjuvante das histórias alheias do que assumindo o protagonismo de algo? Acredito que o que mais me cativou em Whitley foi o fato de ele ser um metamorfo de cisne, um dos animais pelos quais sou extremamente apaixonada desde minhas longínquas épocas de balé e minha duradoura carreira como a maior fã de Barbie e o Lago dos Cisnes em meu ciclo social. O que, entretanto, me decepcionou um pouco foi a presença de apenas uma mísera cena dele em sua forma de cisne Preferiria ler quase 500 páginas dele nadando em um lago como cisne do que 126 páginas dele em sua forma humana, resolvendo os problemas alheios e causando transtornos a outros. Por outro lado, sua contraparte é outra de minhas fascinações naturais, que começou no auge do respeito e terminou desastrosamente como mais um homem descartado pelas genialidades horrendas da autora: Jude Chambers (um metamorfo de orca!) nos é apresentado quase como o novo ápice dos romances: misterioso e enigmático, com um ar de quem sabe que você esconde segredos, assim como ele próprio esconde os seus de você, mas que, ao mesmo tempo, ainda é charmoso e respeitoso o suficiente para que uma sociedade decente se apaixone por ele. Ele é, surpreendentemente, um personagem adorável que se esconde por trás da figura de um rato de academia. No momento em que ambos se conhecem e precisam passar por toda a esperada e tortuosa cena de libidinagem, devo admitir que realmente me surpreendi ao ver Jude solicitar o consentimento explícito de Whitley para a consumação do ato. Além disso, ao invés de partirem de imediato para a concretização do desejo, eles simplesmente sentam e decidem conversar como duas pessoas civilizadas e respeitosas. Esse é, basicamente, um feito histórico dentro deste gabarito do Código Penal! Não é à toa que quase chorei na madrugada ao presenciar um pingo de reciprocidade no desejo, tamanho respeito mútuo entre eles (o que posso dizer? Ver as pessoas seguindo à risca o Código Penal é atraente para mim). E devo dizer que todos os momentos do casal são extremamente fofos (obviamente, até a vil lembrança da autora de que precisa criar um conflito completamente absurdo para poder escrever cenas medíocres de ação). É quase inacreditável pensar que, depois de tantas edições completamente problemáticas que fui coagida a ler durante as madrugadas, uma delas conseguiu apresentar um relacionamento saudável e promissor. Mas, como já pontuado algumas vezes, era claro que Gabrielle Evans precisaria colocar suas ideias no papel e arruinar o que antes era perfeito. Como mencionado na caracterização de Jude, ele esconde segredos que, na realidade, não são tão secretos assim. De acordo com ele, são histórias capazes de abalar todo o mundo sobrenatural. O que, no fim das contas, é apenas uma grande mentira para encher páginas de diálogos, pois o maior segredo de sua vida é o fato de seu histórico familiar ser problemático: um pai que não é um bom homem e que apenas aguardou os holofotes se afastarem de sua primeira esposa para poder trair a fidelidade matrimonial e decidir se envolver com metade do mundo sobrenatural. O mesmo pai ostenta um invejável (ou não) histórico de apresentar madrastas a seu filho, desde mulheres mundanas às mais poderosas; e que, por simples vergonha de todos saberem que possui um filho fora do casamento, decide aprisioná-lo em uma jaula criada especialmente para inibir seu lado animal. Os problemas familiares de Jude são de extrema importância e deveriam ser tratados com a devida cautela, especialmente quando culminam na violência doméstica abordada em várias cenas ou diálogos do personagem. Contudo, a autora sequer soube tratar esses temas com a seriedade necessária, preferindo manter um tom quase irônico ao mencionar que a atual madrasta de Jude sofre violência psicológica e que seu meio-irmão é praticamente deixado para definhar, apenas para que ninguém descubra que um homem infiel teve um filho fora do casamento. Como disse anteriormente, eu tinha altas expectativas para esta obra, e ela parcialmente as cumpriu Jude e Whitley têm uma boa química, se complementam muito bem e sabem respeitar os limites impostos; mas foram brutalmente descaracterizados para que a autora inserisse uma cena de desentendimento que poderia ter sido facilmente resolvida com um diálogo bem estruturado sobre suas realidades. E, para finalizar, a previsível cena de ação culminando nos rotineiros resgates da alma gêmea. O que começou com uma premissa interessante e capaz de mudar a dinâmica de toda a saga, no fim, acabou se tornando mais do mesmo embora, de longe, ainda seja o livro mais agradável de toda a série.
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