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    Teodora - Imperatriz de Bizâncio -

    Francis Fèvre

    Nova Fronteira
    1991
    246 páginas
    8h 12m
    ISBN-6: 910280
    Português Brasileiro
    4.5
    14 avaliações
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    Favoritos5Desejados83Avaliaram14

    Mulher do povo, filha de um guardião de ursos do Hipódromo, prostituta, comediante, Teodora - que nasceu por volta do ano 500 - tornou-se imperatriz pelo poder de seu charme e de sua inteligência e se impôs como uma das figuras mais estranhas da história.

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    SALLY  BARROSO  picture
    SALLY BARROSO 18/09/2015Resenhou um livro
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    Teodora

    Livro do historiador francês, Francis Fèvre, com várias citações de Procópio de Cesareia, não muito simpático em relação a personagem que trata o livro. Em 324 d. C o centro administrativo romano é dividido em dois: Oriental e Ocidental. Com as inúmeras invasões bárbaras, a parte Ocidental não suporta e cai. De forma bem resumida o autor entra no reinado de Anastácio que teve início em 491. Descreve bem a localização, geografia e detalhes de Constantinopla. Século VI, Constantinopla resiste às invasões bárbaras no Império do Oriente (centro administrativo desde 324 d.C por Constantino). Após algumas situações por causa do trono como herança, o casamento de Anastácio e Ariadne. O reinado de Anastácio remonta a paz de volta às fronteiras. Ótima descrição da cidade, povos, portos... do reinado romano sem Roma. O Hipódromo fazia parte dos últimos pavilhões do Palácio Sagrado, onde 30 mil espectadores assistiam jogos, desfiles de bárbaros capturados e principalmente a corrida de cavalos. A corrida de cavalos era dividida em duas facções, a Azul (aristocracia vizinha do Palácio Sagrado e sua clientela) e a Verde (oposição financiada pelos comerciantes) e ambas financiavam centros de treinamentos para cocheiros e cavalos. Acácio era empregado da facção verde, mas após sua morte, sua esposa e três filhas (Comito, Teodora e Anastácia) tiveram que se humilhar no Hipódromo, recebendo emprego da facção Azul. Comito e Teodora (futura imperatriz) tornaram-se atrizes cômicas de rua, sendo que a última sabia utilizar da beleza e magnetismo próprio para conseguir o que queria. Teodora quando adolescente se utilizava da sua beleza e talento para ascender do círculo de mímicos e atores. Começou a participar das festas da aristocracia de Constantinopla recheadas de lascívia e luxúria. Apesar do peso do Cristianismo a cidade é aberta à permissividade e luxúria.Em sua estadia no Egito, Teodora teve contato com os monges do desertos e com os teólogos de Alexandria. Em 519 viaja para Ásia Menor, sustentado-se à princípio com a prostituição barata. Integra-se posteriormente à clientela dos Azuis no Hipódromo em Antioquia, se tornando cortesã do clã aristocrático. Um amiga cortesã, Macedônia, recomenda Teodora a Justiniano, sobrinho do novo imperador, Justino. Em 520 Teodora retorna à Constantinopla, após três anos de exílio, como fiandeira de lã. Mas, logo se estabelece na facção dos Azuis, tornando-se amante de Justiniano, seu futuro marido e imperador. Justino sobe ao trono aos 76 anos. Camponês da Ilíria e chefe dos excubitores (guarda mais próxima do imperador) enfrenta a guarda oficial do ouro na arena do Hipódromo. Ao vencer, torna sua esposa Lupicínia, uma escrava comprada por ele, imperatriz de Constantinopla. Lupicínia troca seu nome bárbaro por Eufêmia, aceitável nos anais do império. Justino conta com seus dois sobrinhos, Germano e Flavius Petrus Sabbatius, rebatizado posteriormente com o nome de Justiniano. É durante o reinado de Justino e Eufêmia que Teodora volta a sua cidade e ao encontrar Justiniano, vê-se imediatamente colocada no centro das intrigas e do poder imperial. Justiniano tinha 40 anos quando conheceu Teodora. Era um homem rude, porém letrado e com sólida cultura. Desde o mês de julho de 518, Justino e seu sobrinho apressaram-se em restabelecer o cristianismo ortodoxo, fiel aos ensinamentos do papado romano. No mesmo ano a situação ficou sob controle, no entanto, Justiniano aniquilou seus inimigos e possíveis adversários ao futuro trono. Se tornou respeitado pela Igreja por sua devoção e sua submissão aos dogmas e endeusado por uma aristocracia medrosa. Sentido-se ameaçado por Vitalino, ex-pretendente ao trono vencido por Justino e atual chefe do exército terrestre, Justiniano assassinara esse e seu Estado maior em um banquete, substituindo-o no cargo. No início, o povo de Constantinopla surpreendeu-se ao ver Justiniano em companhia de uma cortesão. Em 521, Justiniano recebe o título de cônsul, devendo promover ao povo as festividades mais esplendorosas, o que de fato fez. Justiniano tem uma dupla personalidade e Teodora soube discernir bem essa característica e torná-lo dependente dela. Ambos têm ambição de ouro e honrarias. Em dois anos Teodora soube impor-se a toda a corte e Justiniano ouve seus conselhos. O casal já reinava na capital imperial. O imperador Justino teme a sombra do perigo bárbaro. Sua baixa origem é motivo de zombaria, levando em conta que sua carreira não o preparou para a dignidade imperial. Justiniano, ajudado por Teodora, aproveita essa carência de poder para organizar seu domínio sobre Constantinopla e sobre o império. Em 518 filiou-se à facção dos Azuis e esse ato torna os membros brutais e impunes. As ruas agora não pertencem mais aos soldados do imperador, mas aos bandos da facção Azul. Infeliz daquele que falar mal do passado de Teodora. Teodora recebe o título de nobilíssima; Justino anula a lei que impedia o casamento de Justiniano e Teodora. O casamento acontece após três anos de concubinato. O reinado de Justiniano pode ser apresentado com a reconstituição do império romano, reconquistou províncias perdidas no Ocidente; reformas políticas, legislativas (Código de Justiniano), administrativa e perseguição ao monofisismo. Na revolta de Niká (532) ele quase perdeu o trono, porém com a insistência de Teodora (que praticamente governava junto), conseguiu vencer. O casal não teve descendentes, mesmo Teodora tendo um filho e sofrido alguns abortos antes do casamento. O livro demonstra muitas intrigas na corte, aponta uma mulher caprichosa, perigosa, e sem limites nos seus atos para conseguir o que queria. Para o período, uma mulher intrigante.Indico.

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    Francis Fèvre profile picture

    Francis Fèvre

    Francis Fèvre, né en 1951 en Moselle, est un historien français, spécialiste des sociétés antiques du Moyen-Orient, en particulier l'Égypte et Byzance. Il enseigne l'histoire à l'institut universitaire de formation des maîtres de Grenoble ; enseignant pendant vingt ans en lycée et collège expérimental, il participe à des recherches sur l'apprentissage des élèves et la remédiation à l'échec scolaire. Dans ce cadre, il est l'auteur d'ouvrages et guides pédagogiques.

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    Francis Fèvre