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    Teatro Reunido -

    Lúcio Cardoso

    Editora UFPR
    2006
    402 páginas
    13h 24m
    ISBN-10: 8573351357
    Português Brasileiro
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    Na última década, finalmente, a obra de Lúcio Cardoso (1912-1968) começa a ser avaliada de acordo com o valor e a importância que realmente tem. Se seus romances têm ganhado novas edições, o mesmo não ocorreu com sua dramaturgia, que permaneceu inédita em sua quase totalidade. E o teatro não foi um interesse lateral de Lúcio Cardoso. Durante quinze anos ele se dedicou fortemente ao gênero, numa experiência com o texto dramático que o conduziu também ao cinema. O volume Teatro reunido traz pela primeira vez ao público leitor o fruto desse esforço de Lúcio Cardoso. Todas as oito peças completas que o escritor deixou estão reunidas neste volume. O escravo, O filho pródigo, A corda de prata, Angélica, O homem pálido e Os desaparecidos (em três atos), além de Auto de natal e Prometeu libertado (em um ato). Escrita em 1937, O escravo representou, segundo Sábato Magaldi, o primeiro esforço de integração do teatro brasileiro na modernidade. Mais do que esse dado cronológico, porém, vale destacar o quanto o teatro está integrado à obra romanesca de Lúcio, como afirma Antonio Arnoni Prado no posfácio. Afinal, nas peças, tanto quanto no romance, a linguagem tensa, as situações extremas (como definiu Sérgio Buarque de Holanda), a inquirição sobre a natureza humana marcam uma obra que se coloca entre as mais decisivas de nossa literatura no século XX.

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    Joaquim Lúcio Cardoso Filho  profile picture

    Joaquim Lúcio Cardoso Filho

    Lúcio Cardoso nasceu em Curvelo, Minas Gerais, a 14 de agosto de 1912 e faleceu em 28 de setembro de 1968 no Rio de Janeiro Devido ao assunto de seu primeiro romance foi agrupado entre os regionalistas; entretanto, sua produção tem muito mais afinidade com o grupo "espiritualista" de Cornélio Pena, Schmidt, Otávio de Faria, Vinicius de Morais. Cardoso era mais ou menos abertamente homossexual, o que se traduziu na sua obra como mais uma instância particular do tema geral da redenção possível de uma humanidade ontologicamente pecaminosa, que ele compartilhou com todos os seus colegas de movimento. Em 1966 recebeu o prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras, por conjunto de obra. Em um universo ontologicamente dilacerado, com uma prosa cuja poesia dá vazão ao desejo transgressivo, os personagens se desnudam em tensões recriadoras da objetividade do mundo. Ao lado de Clarice Lispector e Cornélio Pena, ele foi o principal nome do romance intimista brasileiro, e realizou, com Paulo César Saraceni, o primeiro longa-metragem do Cinema Novo, além de seus romances terem sido adaptados para as telas. Ao ter de abandonar a escrita por causa de um derrame cerebral, recusou o afastamento da criação, passando a pintar belos quadros, ainda que com os poucos movimentos que lhe restaram.

    25 Livros
    62 Seguidores
    Minas Gerais, Brasil

    Joaquim Lúcio Cardoso Filho