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    Fedra -

    Racine

    L&PM
    2007
    112 páginas
    3h 44m
    ISBN-13: 9788525410924
    Português Brasileiro
    3.8
    251 avaliações
    Leram485Lendo9Querem195Relendo0Abandonos3Resenhas13
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    Já se disse tudo sobre ela nestes últimos três séculos (e muito mais se dirá): é a tragédia erótica de uma família sexo-orientada. Fedra, esposa de Teseu, é irmã de Ariadne (a do labirinto) que já foi apaixonada por Teseu e, abandonada por este num rochedo, que maldade!, se casou com Baco, logo com quem! Ambas, Fedra e Ariadne, são filhas de Pasifaé, aquela senhora que se apaixonou por um touro, ora!, ora, e mandou ver, dando à luz o Minotauro. Teseu, o marido de Fedra, antes de casar com esta, conquistou Antíope, rainha das Amazonas, além da já citada Ariadne, depois ganhou Helena aquela mesma, de Tróia no jogo e teve uma filha com ela. Alguns eruditos discordam dessa versão porque Helena tinha então apenas nove anos, mas se esquecem de que Helena era muito pós-helênica. Nesta tragédia, Fedra, filha do sol, é prisioneira das trevas de um amor absolutamente proibido ama Hipólito, seu enteado , foge da luz do dia e se debate entre a loucura, a exaltação, a inveja, o ódio, a autopunição e a vergonha pública. Mas, ao fim e ao cabo, penso que a história de Fedra é mais do que um amor tabu que luta contra a proibição moral e social. É a história paleontológica do próprio incesto, cuja explicação só encontro na origem da linguagem humana. Inventadas as palavras (entre elas pai, mãe, filho, filha, irmã) estava automaticamente inventado o incesto. E aqui começa esta tragédia.

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    Clio picture
    Clio08/01/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Fedra de Racine merece todos os aplausos que já lhe foram dados. Essa tragédia grega adquire todos os aspectos sensuais necessários para que essa peça sobre incesto se transforme em algo que apenas uma exposição de tabus, mas uma viagem acerca da cobiça, do desejo pelo proibido. São versos e mais versos descrevendo a dança entre Hipólito e Fedra, em que um se consome pela repreensão de seu heróico pai, Teseus, e a outra se desespera pelo medo do julgamento de Minos, pai e juíz do inferno. É interessante notar como ambas figuras paternas correspondem a semi-deuses, dando à promessa de retribuição uma moral divina. Quanto a qualidade dos versos, é difícil especular, só posso dizer que Millôr Fernandes é um tradutor fenomenal. Recomendo.

    76 curtidas

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    Jean Baptiste Racine

    Jean Baptiste Racine (La Ferté-Milon, Aisne, 22 de dezembro de 1639 - Paris, 21 de abril 1699) foi um poeta trágico, dramaturgo, matemático e historiador francês. É considerado, juntamente com Pierre Corneille, como um dos maiores dramaturgos clássicos da França.

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    Jean Baptiste Racine