Jairo Ferreira Pinto
Jairo Ferreira Pinto foi um jornalista, escritor, crítico e diretor de cinema brasileiro. Foi coordenador do Cine Clube Dom Vital, de 1964 a 1966, crítico de cinema do jornal da colônia japonesa São Paulo Shimbum, entre 1966-72, acompanhando boa parte do movimento do Cinema Marginal; crítico da Folha de S.Paulo, 1976-80, e do Estado de São Paulo, 1988-90, além de colaborar com revistas como Filme Cultura e Artes, e de editar a revista Metacinema e colunista da revista Contracampo até a sua morte em 2003. Foi autor do texto Cinema: música da luz, que integra o livro O cinema segundo a crítica paulista, organizado por Heitor Capuzzo, e do livro Cinema de invenção, no qual discute a obra de vários cineastas brasileiros considerados experimentais, como Glauber Rocha, Carlos Reichenbach, Walter Hugo Khoury, Julio Bressane.
Na produção cinematográfica, foi assistente de direção em O quarto, de Rubem Biáfora, e em Orgia ou o homem que deu cria, de João Silvério Trevisan. Co-roteirista de O pornográfo, longa em 35 mm de João Callegaro; de Corrida em busca do amor, longa em 35 mm de Carlos Reichenbach; de Sonhos da Vida e de Sangue Corsário, curtas-metragens 35 mm de Carlos Reichenbach. Venceu o Prêmio Governador do Estado pelo roteiro do filme O Pornógrafo, fez também vários filmes em super-8, como O Vampiro da Cinemateca O Guru e os Guris, de 1975 em 35 mm.