Dos vários livros de Bertrand Russell que li este é o que possui mais trechos datados. Não que o assunto principal do livro, a oposição à guerra e o caminho para uma sociedade mais saudável estejam superados. Muito pelo contrário. O problema é que o Russell daquela época (1915) também acenava para ideias eugenistas e que não cabem mais no nosso mundo. Não que ele defendesse o extermínio ou a segregação de certos grupos mas sim o incentivo pelos governos dos países "civilizados" à que os casais "normais" tivessem mais filhos do que os "idiotas". Os civilizados eram, para o autor, os ingleses, franceses e alemães (ironicamente eram os povos que, naquele momento se massacravam na I Guerra Mundial). O filósofo também se refere aos africanos e asiáticos como "raças inferiores" e faz vista grossa para o colonialismo europeu na África e Ásia.
Mas ele acerta ao criticar o poder excessivo do estado, dos grupos religiosos e financeiros sobre os indivíduos e defender ao máximo a liberdade e a iniciativa individual, pois, sem elas nenhuma sociedade progride, mesmo aquelas que supostamente tenham abolido as desigualdades.