De uma forma geral, gostei deste livro. Quando o comprei pensei mesmo que ia ser só mais um daqueles livros cliché, até o comprei mais pela capa que, na minha opinião, é incrivelmente linda.
Quando o comecei a ler, achei que ia ser aquele cliché de conhecem-se, apaixonam-se, tem muitas coisas contra eles, acabam, voltam a namorar e no fim ou acabam juntos ou numa tragédia. E até certa parte foi mesmo cliché, o que não foi nada cliché foram os momentos entre eles, porque o livro tem um realismo impressionante. Não existe aquela ideia de personagens perfeitas ou de relações perfeitas, e muito menos aquela ideia de que os adolescentes são santinhos e não pensam em sexo ou em festas. River era demasiado ingénua e paranóica, isso irritou-me, e muito, por sua vez, Flynn também me irritou, sempre com aquele ar de superioridade como se não devesse nada a ninguém.
Este romance conta e passa por toda a experiência, sofrimento e desilusões que vem com o primeiro amor.
Durante o livro nós somos transportados até à cabeça de uma adolescente que não sabe praticamente nada sobre o verdadeiro amor, mas que sente a necessidade de o ter. E a forma como a autora descreveu esse percurso realmente surpreendeu-me pela positiva.
No fundo, River só quer sentir o que Romeu e Julieta sentiram, mas Flynn tem bem a noção de que nada é como na peça, e isso de certa forma vai desiludindo River ao longo do livro.
Em geral eu gostei deste livro, e li-o bem depressa, mas considerei algumas partes um bocado parvas por parte das personagens, e isso irritou-me mesmo muito. Mas para adolescentes que estejam na altura do seu primeiro amor, ou que gostem daquele romance mais simples, eu recomendo completamente.