Tudo começou quando ele resolveu subir um dia ao alto da montanha. O homem-só chegou ao cume e ficou maravilhado com o espetáculo descortinado. "Era quase noite. Mas o sol poente ainda deslumbrou-o, mandou-lhe alguns raios, os últimos, os vermelhos. Logo a seguir foi a vez da lua." Lá ele adormeceu. Arrebatado estava, encantado acordou no dia seguinte. Decidiu que a Natureza deveria ser compartilhada com os que viviam na cidade. Era urgente construir naquele topo uma cidade inteira. Assim, nasceu a idéiua de transplantação urbana. Pensou o homem-só: "E os habitantes dela terão a graça de desfrutar a excelência desse requinte da Natureza." As edificações se sucederam rapidamente. O entusiasmo do homem-só contagiou os demais. Logo, a Natureza tornou-se um bem comum. O apelo telúrico falou mais alto. Como foi a ordem ds construções? Qual foi o primeiro prédio? Qual foi o último? O que dizer do açude, do rio, da ponte, d descoberta da cachoeira? O autor foi tramando a cidade sem nada esquecer. Nem mesmo o guia de turismo. Quanto aos esportes... Bem, foi construída uma verdadeira vila olímpica. Campeão, Curador, Cacimbão, Pilungo, Bimbo, entre outros, são os artífices da grande conquista do C.C.(Clube da Cidade). Não citamos Calunga de propósito. Você saberá de sua importância através da leitura deste livro. Para adiantar, podemos dizer que ele é fundamental. Sem sua colaboração, esta história não teria sido criada. Afinal, por quê? Por acaso seria ele o homem-só? Ou, quem sabe, o arquiteto que planejou o traçado da cidade?
A cidade do homem-só -
Luiz Gonzada Lopes
CEPE
1993
112 páginas
3h 44m
ISBN-1: 0
Português Brasileiro
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