<b> - Enredo e desenvolvimento dessa história peidorrenta</b>
Vamos lá falar sobre algo que está aqui, cheirando e fedendo entre a gente e estamos fingindo que não é nada demais! O PEIDO.
Jo Nesbo abordou o peido nesse seu livro de estreia com o Doutor Proktor. Tendo em mente uma narrativa voltada para o público infantojuvenil, o tema é superin! Quem aqui que na sua infância (adolescência, adultecência, velhice...) nunca riu de um pum? E se o pum dado te levar para as estrelas - ou para bem perto delas! -, melhor ainda!
Com essa ideia central - sim O PEIDO - Jo Nesbo então recheia sua história com duas crianças meio solitárias e consideradas esquisitas, um cientista maluco, uma cidade cheia de idiossincrasias e pronto: Fórmula para o riso e diversão.
<b> - Narrativa e/ ou avaliando um livro divertido para crianças quando você já tem mais de... Ah, mais de 12 anos.</b>
A narrativa é em terceira pessoa e fica focada em Lise e Bumbão. Bumbão é um garotinho bem inho, mesmo. Muito pequenininho! Ele acabou de se mudar para a cidade e está morando na rua da casa de Lise, os dois se tornam amigos e com Bumbão, Lise aprende muito sobre bullying e como lutar contra ele.
Eu achei a interação dos dois muito bacana. A forma como Jo Nesbo usou a fantasia para mostrar as faces de Bumbão foi bem legal. O menino já vive em uma realidade onde... bem... Um pó de soltar pum é criado, então daí vocês tiram uma base, mas ele vai além e cria situações ainda mais estafúrdias em sua mente.
O Doutor Proktor é outro personagem bem clichê, mas supermarcante. Personagem sempre apelativo para esse público, o cientista maluco que o Doutor Proktor personifica é engraçado e dinâmico.
A interação dos três é marcada pela ideia da venda do pó de soltar pum e o que isso gera de popularidade para Lise e Bumbão.
<b> - Mas nem tudo cheira bem no reino da Proktolândia!</b>
Tive alguns problemas com a narrativa e com a construção do humor de Jo Nesbo. Tudo fica muito na esfera do escatológico - obviamente, com o peido - e a história não me divertiu como achei que aconteceria. Há a inserção de um supervilão que mora nos esgotos - o que aumenta um pouco o tema escatalógico -, mas nem ele me divertiu.
Como série, acredito que deveria ter sido fisgada logo de início. Não aconteceu como esperava.
<b> - Vale a pena, Alba?</b>
É um livro mediano, e uma série que promete ficar um pouco melhor. Jo Nesbo criou um personagem bom, mas para alavancar uma série infantojuvenil, o peso da palavra tinha que ser "inesquecível". Gostei, mas não amei.
<i>"- Estou sentindo um pouco de medo - disse Lise.
- Estou me sentindo um pouco feliz - disse Bumbão."
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