O verão dos perseguidos -

    José Louzeiro

    Circulo do Livro
    1992
    333 páginas
    11h 6m
    ISBN-10: 8533201109
    Português Brasileiro

    O Verão Dos Perseguidos nos conduz às entranhas da mata, que não é mais virgem e onde nem tudo são flores. Graças a uma narrativa forte e direta o autor compõe um quadro o mais nítido possível de um mundo selvagem que raramente tem ocupado nossos ficcionistas. o autor propõe esta narrativa que é um painel instigante e cruel dos nossos índios;dos últimos índios, naturalmente.Neste romance ele nos mostra como os índios são exterminados e como se inventam lendas para que o genocídio possa ser "explicado" oficialmente e, por isso mesmo, tolerado."

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    Monique16/08/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O Verão dos Perseguidos

    Um livro que fala sobre índios, invasão de terras e os níveis mais altos que pode chegar a crueldade humana... O verão dos perseguidos conta a história de Joyce, Beto, Estevão, Stella e Gina, cinco jovens que, cansados da vida barulhenta e do ar poluído da cidade, decidem buscar liberdade e uma vida mais leve na mata. No entanto, a vida tem das suas surpresas, e não é bem isso que eles encontram por lá. Os jovens se deparam com uma realidade dura e muito cruel que acontece bem ali, naquele lugar que exala beleza, ar puro e que te barulho só se escuta o canto dos pássaros, o vento na copa das árvores, o som das águas dos rios e... dos tiros dados pelos cruéis caçadores de escalpos de índios. Sob os mandos do Dr. Mancini, figuras sinistras e assustadoras como Guabiroba, Ventania, Rosalvo, Gaturamo e Tito vivem pela mata caçando e matando os índios que lutam pelo direito de habitar em suas terras e como prova do cumprimento do serviço, eles devem levar os escalpos de suas vítimas ao "doutor" afim de receberem seu pagamento. Mas, será que essa ação é desconhecida pelos grandes senhores do governo? Será que é uma prática isolada ou acontece em toda a região? Será tem o apoio dos ricos e empresários? Em meio a tanta crueldade também simpatizamos e até damos algumas risadas com figuras encantadoras como Piazinho e Nicolau (o macaco) e sentimos uma pontinha de esperança ao conhecer Mãe Tauoka, Ihótende, Kãno, Rosa e Luzimar. Mas a realidade não é um conto de fadas (ou um belo conto indígena) e por aquelas bandas não adianta só ter esperança e o conhecimento da mata, quem não tem o "poder de fogo" nas mãos não tem muita chance de sobreviver à tamanhas barbaridades das quais o bicho homem é capaz de cometer.

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