Memorialismo, uma BH dos anos 1920.
Não tem como explicar de forma diferente este livro que não um riquíssimo, genuino e muito interessante ponto de vista de uma BH que não existe mais. Talvez uma BH que tenha existido para ele e tão poucos outros. Uma vida de uma classe alta, interessante, mas ainda assim, jovem, potente. Muito interessante essa percepção rica de um narrador tão profundamente fiel a si e seus princípios. É como olhar para um mapa, uma antiga pintura com camadas e camadas de nomes, avenidas de BH que agora tem forma, origens, pessoas. Mas ao mesmo tempo, é uma leitura maçante, pois como um memorialista, Pedro se demora em descrever rostos, espinhelas, peitos, olhos, costas, pernas, braços roupas e botas demoradamente. De forma que estaremos juntos que andamos juntos com as memórias de nosso perfeitamente falho (em moral) autor. Me divirto com a vívida descrição, mas em muitas vezes, era o mais chato. As longas profundas e demoradas descrições podiam passar páginas e páginas cansando o mais... altivo leitor.


