Invasão Vertical dos Bárbaros (Coleção Abertura Cultural) -

    Mário Ferreira dos Santos

    É realizações
    2012
    168 páginas
    5h 36m
    ISBN-13: 9788580330861
    Português Brasileiro

    "O livro que você tem em mãos é um manifesto sobre como hoje se dá a tragédia da condição humana esmagada sob a bota da superficialidade, um modo da barbárie. Como todo manifesto, tem uma marca: a urgência em passar uma ideia. Neste caso, a denúncia da invasão da barbárie. Como toda urgência, corre riscos de ser mal entendido devido à superficialidade que acomete quase todo manifesto e quase toda denúncia. Mas o mau entendimento com relação à obra de Mário Ferreira dos Santos é quase um pecado porque ele, talvez mais do que a maioria dos filósofos brasileiros, era profundo como um abismo e, às vezes, manifestos escondem esses abismos, mas este não é o caso. Talvez um modo de compreender a barbárie que dá título a este livro seja exatamente este: Mário Ferreira dos Santos se recusa a esconder o abismo sobre o qual se dá a experiência humana e mostra como é urgente que cuidemos dele." - Luiz Felipe Pondé

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    Rafael Delsin01/03/2017Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Mario sinalizava a destruição cultural do Brasil

    Sabe aquelas questões que rondam nossas cabeças a respeito de que a sociedade está caminhando para um lado superficial, vazio em seu sentido, e cuja maioria das pessoas colaboram com essa realidade. É justamente disso que o livro trata. Mas vai além dos costumes praticados pelo “cidadão comum”, Mario demonstra que a classe intelectual também está impregnada pelo espírito da barbárie, e aponta para o futuro. Temas como a valorização exagerada do corpo em detrimento da mente; a exploração sobre a sensualidade; a valorização do inferior como referencial do belo, e muitos outros superficialismos cotidianos são demonstrados numa forma sintética no manifesto, e, assim, identificamo-nos logo de cara para com a realidade presente. Já na segunda parte, sobre “O barbarismo e a intelectualidade”, Mario apresenta-nos com maior elaboração os temas em que mostra a decadência do meio acadêmico, no qual desvalorizam os valores universais, a inteligência individual, a exclusão dos que apresentam ideias elevadas. O mérito universitário passou a ser nivelado por baixo, seja parecido com os seus pares, nunca algo além – para que eles não o detratem. O panorama que Mario fizera na década de 60, já apontava para o futuro do país: a destruição da alta cultura no Brasil. Ele anteviu a barbárie que já estava em curso há décadas atrás. Com a diminuição da meritocracia, do senso estético e outras pequenezas. Já no século 20, essa hegemonia de pensamento tomou tamanha amplitude – seja nas fissuras cotidianas – seja no âmbito acadêmico, o qual passou a ser um mérito a ser alcançado

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